
Nascido em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, em 1986, Yuri Al'Hanati mudou-se para Curitiba, Paraná, em 2004, onde se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Além de sua carreira como escritor, ele atua como crítico literário e sommelier. Sua paixão pela literatura o levou a fundar, em 2010, o 'Livrada!', uma plataforma multimídia dedicada a resenhas de livros, entrevistas com escritores e cobertura de eventos literários, que mantém um popular canal no YouTube. Antes de se dedicar à publicação de livros, Al'Hanati também teve uma passagem pelo universo dos quadrinhos, publicando tiras cômicas na Gazeta do Povo entre 2014 e 2017. Ele também mantém uma coluna semanal no portal A Escotilha desde 2015. Sua escrita é marcada por uma observação aguçada do cotidiano e uma reflexão profunda sobre a condição humana na pós-modernidade.
A trajetória literária de Yuri Al'Hanati é marcada pela crônica, um gênero que ele utiliza para investigar o subjetivo e os espaços da cidade. Em sua obra de estreia, 'Bula para uma vida inadequada' (2019), ele aborda o tema do deslocamento social, retratando o sentimento de estar fora de lugar na sociedade contemporânea. Suas crônicas misturam ironia, melancolia e crítica social, mantendo um tom próximo ao leitor. Em 'A volta ao quarto em 180 dias' (2020), que foi finalista do Prêmio Jabuti em 2021, Al'Hanati aprofunda a temática do isolamento social, explorando como os elementos cotidianos ganham novos significados durante períodos de reclusão. Sua habilidade em transformar o ordinário em objeto de reflexão filosófica e existencial demonstra seu estilo singular e sua capacidade de dialogar com os dilemas de sua geração.

“Este livro de crônicas aborda o deslocamento social como um aspecto democrático da pós-modernidade, explorando o sentir-se fora de lugar através de flagrantes cotidianos e uma filosofia do estranhamento que celebra a solidão e a diferença.”

“Explorando o tema do isolamento social, este livro de crônicas ausculta como elementos rotineiros, como o vinho ou a luz do sol, ganham novos significados durante a quarentena, sendo um retrato de um presente em constante transformação.”