
Francisco Reginaldo de Sá Menezes, amplamente conhecido como Xico Sá, nasceu no Crato, Ceará, em 1962. Iniciou sua trajetória profissional no Recife e consolidou-se em São Paulo como um dos repórteres investigativos mais respeitados de sua geração, atuando em veículos como Folha de S.Paulo e El País Brasil. Sua escrita é marcada por uma mistura singular de rigor jornalístico, lirismo e um humor ácido que desconstrói arquétipos sociais. Além de sua produção literária, Xico Sá tornou-se uma figura popular na televisão brasileira, participando de programas de debate cultural e comportamento como 'Saia Justa' e 'Papo de Segunda' (GNT). Suas obras frequentemente exploram as contradições da masculinidade, as complexidades do amor e as raízes profundas do sertão nordestino, transitando com fluidez entre a reportagem e a ficção autobiográfica.
Sua carreira começou no jornalismo diário, onde se destacou por reportagens de fôlego que lhe renderam prêmios importantes. No entanto, foi na crônica que Xico encontrou sua voz literária definitiva, utilizando uma prosa ágil e confessional para falar sobre a vida urbana, o futebol e os relacionamentos. Seu estilo é herdeiro direto da tradição da crônica brasileira, unindo a observação cotidiana de Rubem Braga à verve passional de Nelson Rodrigues.

“Vencedor do APCA. Um romance de formação que narra a infância do autor no Cariri, acompanhando o pai, motorista de um caminhão limpa-fossas, e a descoberta do amor e da literatura.”

“O romance apresenta um narrador solitário, ex-cronista esportivo, que vive em um apartamento cercado por memórias e silêncio. A narrativa explora a ausência — física e emocional — e a busca por um sentido na decadência, sendo aclamada pela crítica por sua profundidade melancólica.”