
Vitor Miranda nasceu em São Paulo, SP. Estudou direção para cinema, atuação e fotografia. Iniciou sua trajetória profissional na arte em 2013, quando produziu e roteirizou seu primeiro curta-metragem, intitulado 'Pise Fundo Meu Irmão', trabalho pelo qual recebeu um prêmio de melhor ator. Estreou na literatura em 2014 com o lançamento do livro de contos 'Num Mar de Solidão', pela editora Giostri. Em 2016, a publicação de seus versos de forma independente deu origem à formação musical Banda da Portaria, na qual atua como fundador, letrista e poeta. Em 2019, idealizou e organizou o Movimento Neomarginal e o Selo Neomarginal, iniciativas criadas para promover a autopublicação de autores e a circulação de arte fora dos circuitos tradicionais do mercado editorial. Além disso, dirige o projeto 'Prosa com Poeta', um formato audiovisual voltado para entrevistas com diversos nomes da literatura e da arte nacional.
A obra de Vitor Miranda engloba poesia, conto e prosa poética de caráter experimental. Seu estilo literário caracteriza-se pela oralidade marcante, pela escrita predominante em letras minúsculas ao longo dos textos, pelo emprego de humor ácido e pela inserção de realismo fantástico e forte crítica social. Os temas explorados em sua literatura abrangem a desigualdade social, a masculinidade tóxica, o caos urbano nas metrópoles, bem como as falhas de comunicação e as complexidades geracionais, especialmente a crueza do mundo adulto sob o ponto de vista da infância. Na prosa poética e na poesia, Miranda utiliza o formato do fluxo de consciência, abordando a exatidão das leis físicas em justaposição com os instintos humanos, a guerra e a finitude. O autor figura como um dos expoentes contemporâneos da literatura de caráter marginal no Brasil, desenvolvendo também projetos híbridos que mesclam linguagem textual, performance e música.

“Essa obra poética de Vitor Miranda oferece um respiro na tradução do caos metropolitano, ao mesmo tempo em que observa as minúcias das belezas paradoxais do cotidiano. Com uma essência romântica, o livro traz à tona os conflitos pós-modernos, a dor e a inquietude da busca por respostas em um mundo complexo. O autor se destaca por sua postura social, onde a solidariedade é inerente, e sua escrita adiciona revolta, paixão, dores, samba, fotografia e conversas de boteco, culminando em uma profusão de sentimentos verdadeiros.”

“Livro de contos que tem como fio condutor a perspectiva infantil, narrando situações hilárias, tristes e trágicas, com um olhar por vezes perverso sobre a infância.”