
Vinícius Neves Mariano nasceu em Alfenas, Minas Gerais, e consolidou uma trajetória multifacetada como escritor, roteirista e produtor audiovisual. Formado em Propaganda e Marketing, iniciou sua carreira literária em 2015, mas alcançou projeção nacional com o romance distópico 'Velhos demais para morrer', que venceu o Prêmio Malê de Literatura e foi finalista do Prêmio Jabuti. Radicado em São Paulo, Mariano também possui uma carreira sólida no audiovisual, atuando na criação e roteirização de projetos para grandes plataformas de streaming. Sua obra é marcada por uma profunda investigação da condição humana em contextos de opressão social, abordando temas como o racismo estrutural, a memória coletiva e o etarismo. Influenciado por nomes como Machado de Assis, Toni Morrison e Eliana Alves Cruz, Mariano utiliza gêneros como a distopia e o conto para tensionar as fronteiras entre realidade e fabulação, buscando sempre dar protagonismo a identidades frequentemente marginalizadas pela literatura hegemônica.
Mariano transita entre a precisão narrativa da prosa literária e o dinamismo do roteiro audiovisual. Iniciou com o romance 'Empate' (2015), que utiliza o cenário da Copa de 1950 para discutir questões sociais. Sua guinada definitiva veio com a ficção especulativa em 2020, ao explorar as consequências de uma sociedade obcecada pela juventude. Paralelamente, liderou projetos criativos de destaque, como a série 'Família Gil' e o documentário 'Filho da Mãe', aplicando técnicas de estruturação narrativa que tornam seus livros ágeis e provocativos. Em 2025, expandiu sua voz para o gênero de contos com 'A pele em flor', publicado pela Alfaguara.

“Nesta distopia ambientada após o 'Ano Anacrônico', a população idosa é vista como um peso econômico. A trama segue Daren, um publicitário desiludido; Piedade, uma idosa grávida em fuga; e Perdigueiro, um jovem treinado para caçar velhos. O livro é uma crítica contundente ao capitalismo desumanizador e ao preconceito geracional.”

“Um volume de contos que explora a consciência racial. Inclui narrativas potentes como 'Fawohodie', uma releitura do Aleph de Jorge Luis Borges sob a ótica da negritude e do cânone literário, investigando quem tem permissão para ocupar espaços de prestígio na cultura.”