
Filho do português Carlos Alberto Fernandes da Costa e da brasileira Anneli Fernandes da Costa, Viegas Fernandes da Costa nasceu em 21 de fevereiro de 1977, na cidade de Blumenau, em Santa Catarina. Concluiu seus estudos iniciais em escolas públicas e formou-se no Magistério em 1995. Em 1997, ingressou na faculdade de História da Universidade Regional de Blumenau (FURB), obtendo a licenciatura. Pela mesma universidade, concluiu especialização em Estudos Literários e o mestrado em Desenvolvimento Regional. Atualmente cursa o doutorado no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Profissionalmente, ingressou no quadro de docentes com dedicação exclusiva do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC), no campus Florianópolis, lecionando a disciplina de História. Trabalha também como colunista, com textos distribuídos em sítios eletrônicos, jornais e periódicos literários do Brasil.
Sua produção literária movimenta-se sobretudo entre a crônica e a poesia, abordando as complexidades urbanas, as experiências cotidianas e a observação da sociedade catarinense e brasileira. Estreou em livro no ano de 2005 com os textos reunidos em 'Sob a luz do farol'. Em seguida, lançou obras como 'De espantalhos e pedras também se faz um poema' e os contos de 'Pequeno álbum'. Sua obra investiga a fronteira entre os gêneros textuais, utilizando a prosa poética e o microconto. O livro 'Sob a sombra da tabacaria', cuja construção dialoga com o poema de Fernando Pessoa para explorar a memória e a existência, conferiu ao autor o Prêmio Catarinense de Literatura em 2015. Nos anos subsequentes, dedicou-se à reflexão crítica sobre desigualdade, superficialidade e fraturas estruturais do país, o que resultou na publicação de 'Coliseu tropical' e 'Carnaval dos justiceiros'.

“Um manifesto poético que transita pela crônica e pelo microconto para diagnosticar as mazelas ecológicas, sociais e de convívio na sociedade moderna.”

“Nesta obra da Editora Folheando, o autor lapida os dias comuns compilando crônicas com temáticas que revelam a experiência de existir em um país fraturado, mesclando observação cidadã e poesia.”