
Vanessa Vascouto nasceu em Chapecó, Santa Catarina, no ano de 1983. Graduada em Jornalismo, trabalhou por quinze anos como redatora antes de realizar uma transição de carreira. Passou a se dedicar ao estudo da expressão corporal e da dança-teatro, analisando a produção de nomes como Kazuo Ohno e Pina Bausch. Essa vivência levou ao seu retorno à escrita literária, como romancista e autora de peças teatrais. Atualmente, reside na cidade de São Paulo (SP). Sua obra 'Água fria e areia' teve os direitos vendidos para adaptação cinematográfica.
A produção literária de Vanessa Vascouto engloba a ficção adulta, a dramaturgia e a literatura destinada ao público infantojuvenil. Seus livros apresentam temáticas ligadas ao abandono social, às dinâmicas familiares e às tensões de espaços interioranos, empregando estruturas narrativas polifônicas e fragmentadas. O romance 'Água fria e areia' (2018) possui uma cronologia não linear que explora o formato de 'desromance'. Em 'Terra dentro' (2020), a autora narra o cotidiano em uma plantação de batatas na região Sul do Brasil por meio de três vozes narrativas alternadas, utilizando fluxos de consciência, repetições e elementos poéticos para retratar o abandono humano e o contexto de precariedade rural. No teatro, publicou a peça 'A maior distância entre dois pontos' (2019), incorporando suas experiências no campo do estudo do corpo em movimento para o texto falado. Sua obra infantil A Árvore e a Nãna, ainda inédita, foi finalista do Prêmio Barco à Vapor em 2018.

“O romance de estreia de Vanessa Vascouto narra a história de Caroline, uma brasileira, e Yannis, um francês, que se conhecem na França e vivem uma história de amor que os marcará por uma década. A obra explora as frágeis bases que sustentam o relacionamento à distância, questionando se somos resultado do que vivemos ou de memórias embaçadas e imperfeitas. É classificado como um 'desromance' por desafiar noções idealizadas do amor romântico.”

“O romance utiliza três vozes (Rita, Mosquito e Mirna) para narrar diferentes versões de uma fatalidade em uma plantação de batatas no interior do sul do Brasil. A obra aborda as impossibilidades, o abandono social e emocional, e a dureza da vida no campo, sendo uma história intensa sobre dor, loucura e a força da terra sobre os indivíduos.”