
Nascido em 1980 no município de Aurora, localizado no interior do estado do Ceará, foi registrado civilmente como Cícero Leilton. Concluiu o mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Possui experiência docente na área de Filosofia, atuando com disciplinas voltadas para Filosofia Política, Ética, e Filosofia da Ciência e da Tecnologia. Em sua vida pessoal, dedicou-se à vivência religiosa e institucional como monge no Mosteiro de São Bento, localizado na cidade de Olinda, Pernambuco, desligando-se posteriormente da vida monástica. No âmbito do mercado editorial, exerce a função de curador na revista literária Gueto e participa de publicações e eventos em colaboração com editoras independentes e comerciais.
O início da produção literária do autor deu-se pela publicação de coletâneas poéticas durante a década de 2010. O eixo central de seus versos transita por questionamentos filosóficos e observações do silêncio, muitas vezes utilizando imagens e elementos climáticos referentes ao interior cearense. Na década de 2020, expandiu sua produção para a ficção em prosa. Seus romances possuem uma abordagem fundamentada na violência rural, nas disparidades econômicas do sertão contemporâneo e nas consequências de uma estrutura agrária baseada na exploração de pequenos trabalhadores por oligarquias locais. Outra vertente estrutural de suas narrativas inclui a construção de protagonistas marcados pelo sentimento de não-pertencimento. Além da ficção de matriz sertaneja, o autor investe na literatura autobiográfica e memorialística, explorando conflitos vivenciados durante os anos de reclusão religiosa, o tratamento em centros terapêuticos e o choque entre as regras da vida claustral e o comportamento humano. A adaptação de suas histórias para a mídia cinematográfica também compõe parte de seus desdobramentos de carreira.

“Romance de estreia que narra o retorno de um nordestino à sua cidade de origem após um longo período no Sudeste. O texto retrata os desafios de conviver em uma região assolada por uma estrutura opressora sem criar um vínculo emocional ou de pertencimento familiar.”

“Na fictícia Jenipapo, a exploração do trabalho por coronéis locais causa insatisfação entre trabalhadores da lavoura de algodão. O desejo de justiça de um camponês engatilha o assassinato de seu irmão, deflagrando retaliações em série e a desestabilização da ordem da cidade.”