
Tiago Velasco é um escritor, jornalista e professor de Comunicação Social nascido no Rio de Janeiro em 1980. Ele possui uma sólida formação acadêmica, sendo mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ e doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Sua carreira jornalística inclui passagens como repórter para os sites Globo Ciência, Globo Universidade, Globo Educação, Globo Ecologia, e colaborações com publicações especializadas em música pop como Bizz, Billboard e Dynamite. Além de sua atuação como escritor, Tiago Velasco ministra oficinas de escrita criativa e já foi professor universitário em faculdades de Comunicação e História da Arte. Atualmente, ele também é produtor editorial na Ediouro e curador da plataforma Máquina de Contos. Sua obra literária abrange contos e não ficção, com publicações que exploram temas como a condição humana contemporânea, a busca por identidade e as intersecções entre realidade e ficção. Velasco é reconhecido por sua abordagem em narrativas que frequentemente borram as fronteiras entre gêneros, incorporando elementos de autoficção e metalinguagem, convidando o leitor a uma reflexão profunda sobre o texto e a vida.
A trajetória literária de Tiago Velasco é marcada por uma produção consistente de livros de contos e ensaios, além de diversas contribuições em sites e coletâneas de literatura. Ele iniciou sua jornada literária com a publicação de contos, expandindo posteriormente para a não ficção e explorando formatos inovadores. Seu estilo é caracterizado pela objetividade aparente e pela exploração de tensões entre o real e o ficcional, frequentemente utilizando a autoficção como recurso narrativo, onde o próprio autor se confunde com o personagem para questionar a distinção entre realidade e ficção. A participação em prêmios e concursos literários, como o Prêmio Off Flip e o concurso LER Novos Autores, demonstra o reconhecimento de sua escrita no cenário literário brasileiro.

“Coleção de 40 contos curtíssimos escritos a partir de imagens variadas do mundo contemporâneo, emulando descrições distanciadas e frias de fotografias, capas de revistas, anúncios publicitários e obras de arte. Os textos ecoam a mecanicidade formal das gravuras de Andy Warhol, revelando momentos políticos, históricos e cotidianos.”

“A obra explora a tensão entre o real e o ficcional, sobretudo quando justapõe autor, narrador e personagem e mistura gêneros literários. Essa estratégia narrativa aprofunda a pesquisa sobre a autoficção ao explicitar a arbitrariedade de parâmetros, colocando-os em crise. É uma tese, uma colagem, experimento autobiográfico e sampler teórico, onde o livro é o avesso do livro, a literatura escancarada.”