
Tiago Feijó nasceu em Fortaleza (CE) e cresceu em Guaratinguetá, interior de São Paulo. Formado em Letras Clássicas pela Unesp, atua como professor na rede pública de ensino. Descobriu a literatura ainda na adolescência, aos 15 anos, e seu amor pela leitura e escrita o levou ao curso de Letras, que confirmou o caminho que queria seguir. Considerado uma promessa literária no cenário nacional, ele não escreve todos os dias, mas procura fazê-lo constantemente, geralmente pela manhã. Após finalizar um texto, deixa-o descansar por alguns meses antes de reescrevê-lo. Não tem o hábito de mostrá-lo durante o processo de escrita, considerando-se seu próprio leitor ideal. Sua abordagem à escrita é de trabalho e suor, e ele acredita que a leitura é fundamental para aprimorar a arte de escrever.
Tiago Feijó iniciou sua carreira literária com a publicação de contos, gênero no qual se destacou com "Insolitudes", sua obra de estreia. Sua escrita é marcada pela poeticidade, uso de imagens e símbolos, e uma profunda exploração de temas existenciais como a solidão, as crises do masculino e as dinâmicas familiares. Seus romances, como "Diário da casa arruinada" e "Doze Dias", demonstram uma capacidade de construir narrativas complexas, por vezes em estruturas não lineares e com elementos intertextuais. Ele se inclina ao experimentalismo, especialmente na estrutura de seus livros, utilizando narradores oniscientes que antecipam acontecimentos. Sua trajetória é pontuada por múltiplos prêmios literários no Brasil e em Portugal, consolidando-o como uma voz relevante na literatura contemporânea lusófona.

“Primeiro romance do autor, estruturado como um diário, narra a história de Quim, um escritor frustrado que registra o desafio de largar o cigarro, mas acaba revelando seus traumas e conflitos conjugais, mergulhando na decadência familiar e na ruína de seu relacionamento. A obra explora temas como a ambição e a inércia, com linguagem poética e referências literárias.”

“Romance que narra o reencontro de Raul e Antônio, pai e filho com uma relação distante e estremecida, forçados a conviver por doze dias no hospital devido à debilitação da saúde do pai. A trama, não linear, explora a catarse familiar, o perdão, as consequências das escolhas e a complexidade das relações paternas, com uma linguagem refinada e um narrador onisciente.”