
Nascido em Avaré, São Paulo, em 11 de abril de 1979, Tiago Novaes é um escritor, tradutor e professor de escrita criativa. Formado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP, ele iniciou sua carreira literária em 2004 com o livro de contos 'Subitamente: agora'. Suas obras frequentemente exploram a cidade de São Paulo, a formação de novas subjetividades urbanas e um 'desassossego' intrínseco. Ao longo de sua trajetória, Novaes abandonou a psicanálise para se dedicar à tradução e produção cultural, o que o levou a uma transição temática em sua escrita. Ele é conhecido por uma crítica ao meio cultural e literário brasileiro e por não se enquadrar em rótulos. Além de escritor, Tiago Novaes é doutor em Psicologia pela USP e atua como orientador de aspirantes a escritores através de oficinas e mentorias, utilizando sua formação para desvendar os segredos da escrita e da linguagem.
A trajetória literária de Tiago Novaes é marcada por uma evolução temática e estilística. Suas primeiras obras, como 'Subitamente: agora' e 'Estado Vegetativo', exploram a vida urbana e a psique humana através de contos e romances policiais. Com o tempo, ele incorporou elementos de autoficção e ensaio, como visto em 'Documentário' e 'Algoritmo', para investigar a linguagem, a memória e a experiência pessoal em face da sociedade digital e contemporânea. Seu trabalho como produtor cultural e tradutor também influenciou sua escrita, levando-o a organizar antologias como 'Tertúlia: o autor como leitor'. Mais recentemente, Novaes tem se dedicado à literatura de viagens e ensaios de ficção, com obras como 'Os amantes da fronteira', 'Dionísio em Berlim' e 'Baleias no Deserto', que aprofundam a reflexão sobre a conexão humana com o ambiente, a crise climática e a busca por autoconhecimento. Sua prosa fluida e instigante, aliada à sua formação em psicanálise, permite-lhe abordar temas complexos com sensibilidade e acuidade.

“O romance de estreia de Tiago Novaes apresenta Guedes, um detetive particular que, após um acidente que o deixa em coma, recapitula os eventos que o levaram à sua condição. Ocupado com casos triviais de adultério, Guedes leva uma vida marcada por gaiatice e rancores, até que indícios de um serial killer que ameaça escritores surgem, envolvendo seu assistente Gregório, um aficionado por mistérios literários. A narrativa é elogiada por seu protagonista singular e pela forma como a ficção se insere na própria ficção.”

“Neste romance de viagens, um jovem tradutor, identificado apenas pela inicial 'Y', embarca em uma jornada ao Oriente, explorando a Tailândia e suas fronteiras, após o término de um relacionamento. A obra é movida pela inquietação sobre se a viagem pode preencher uma ausência e transcender diferenças afetivas e culturais. O protagonista se perde em Bangkok, flutua no mar de Andaman e encontra outros viajantes, culminando em um "ápice que busca traduzir, pela narrativa, a grande questão do outro como perda e redenção".”