
Tiago Ferro nasceu em São Paulo, Brasil, em 1976. Ele é um editor e escritor, sendo um dos co-fundadores da editora independente e-galáxia e da revista de ensaios Peixe-elétrico, que publicou no Brasil nomes como Diamela Eltit e Ricardo Piglia. Ferro obteve seu doutorado em história social pela Universidade de São Paulo (USP), onde sua pesquisa se concentrou na obra do crítico literário Roberto Schwarz. Entre 2023 e 2024, foi pesquisador visitante (visiting fellow) na Universidade de Princeton. Ele também colabora regularmente com ensaios sobre cultura e política para veículos de imprensa importantes no Brasil, como a Folha de S.Paulo e a revista Piauí. Sua carreira literária ganhou destaque com o lançamento de seu romance de estreia, "O Pai da Menina Morta", em 2018. Este livro, de caráter autoficcional, foi amplamente reconhecido e premiado. Em 2023, publicou seu segundo romance, "O Seu Terrível Abraço", consolidando sua voz na literatura contemporânea brasileira. Seus livros foram publicados em diversos países, incluindo Portugal, Colômbia, Argentina e Suécia.
A trajetória literária de Tiago Ferro é marcada por uma profunda exploração da experiência humana e da sociedade brasileira contemporânea. Seu estilo se distingue pela abordagem de temas como o luto, a memória, a identidade e as crises políticas e sociais. "O Pai da Menina Morta" (2018), seu romance de estreia, é uma autoficção que narra o impacto devastador da perda de uma filha de oito anos, utilizando uma estrutura fragmentada que mescla entradas de diário, listas, e-mails e contos curtos, refletindo a desorganização e a intensidade do luto. Em "O Seu Terrível Abraço" (2023), Ferro expande sua visão, apresentando um protagonista intelectual paulistano que, ao ser diagnosticado com uma doença terminal, revisita sua trajetória geracional e de classe média, em um Brasil mergulhado em crises políticas e sociais. Este romance mistura ficção e ensaio, meditação pessoal e comentário político, em uma linguagem "explosiva" que dialoga com a literatura latino-americana contemporânea. Seu trabalho se caracteriza por um inconformismo e despudor na escrita, buscando representar as tensões e as complexidades do tempo presente.

“Considerado um dos mais impactantes romances de estreia da literatura brasileira recente, esta obra autoficcional é inspirada na experiência pessoal do autor com a perda de sua filha de oito anos. O livro explora o processo de luto e a ressignificação do mundo através de uma narrativa não-linear, composta por fragmentos como entradas de diário, listas e correspondências, abordando a dor, o humor e a vitalidade na reconfiguração da vida após uma perda indizível.”

“Coletânea de 27 ensaios, intervenções, resenhas e experimentações ficcionais escritas entre 2016 e 2024, que abordam a turbulência sociopolítica contemporânea, o avanço da extrema direita, a precariedade da vida e do trabalho, e o impacto do neoliberalismo, muitas vezes através de um olhar estrangeiro e periférico.”