
Taiasmin Ohnmacht nasceu em 1972, na cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, filha de mãe negra e pai branco vindos de São Paulo. Graduou-se em Psicologia e obteve o título de mestre em Psicanálise: Clínica e Cultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde defendeu dissertação focada nas relações raciais. Atuou na área clínica, trabalhando como supervisora na Clínica de Atendimento Psicológico da UFRGS e conselheira no Projeto Gradiva. Sua inserção no circuito literário iniciou-se em 2012 por meio de publicações em seu blog 'Tintura de Toth'. Em 2017, participou da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), ocasião em que figurou no catálogo 'Intelectuais Negras Visíveis'. Tem textos publicados em diversas antologias e revistas psicanalíticas.
A produção bibliográfica de Taiasmin foca na intersecção entre literatura especulativa, psicanálise e temática racial. Sua estreia na publicação de livros ocorreu em 2016 com a coautoria de 'Ela Conta Ele Canta', seguida pelo lançamento da novela 'Visite o Decorado' em 2019. O seu primeiro romance estruturado, lançado em 2021, consiste em uma narrativa que expõe as tensões históricas do racismo brasileiro a partir do resgate de fotografias genealógicas e fatos de cunho biográfico, e rendeu à autora láureas estaduais. Em 2023, publicou uma narrativa pautada pela tradição da ficção científica e do afrofuturismo norte-americano – referenciando abertamente o trabalho de Octavia E. Butler –, na qual propõe um universo distópico onde a sobrevivência humana se ancora na filosofia Sankofa e na reconfiguração da sociabilidade.

“Romance elaborado a partir de fragmentos de memórias familiares, expondo as tensões de classe, gênero e raça no Brasil através da perspectiva de uma narradora que analisa o cotidiano e as fotografias de seus antepassados negros e brancos.”

“Obra em que a protagonista, Paula, relata sua trajetória de sobrevivência em um contexto distópico e negacionista, fundamentando as perspectivas de futuro da humanidade no resgate do passado, alinhado ao conceito africano de tempo espiralar.”