
Nascido em Muriaé, Minas Gerais, em 1962, Sérgio Rodrigues reside no Rio de Janeiro desde 1979/1980. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), construiu uma sólida carreira na imprensa brasileira, atuando como repórter, editor e colunista em veículos como Jornal do Brasil, O Globo, O Estado de S. Paulo e TV Globo. Foi correspondente em Londres entre 1987 e 1988 e, antes de se dedicar ao jornalismo cultural, cobriu esportes, o que influenciou seu romance "O drible". Criou o blog Todoprosa em 2006, um marco na web literária brasileira, e mantém uma coluna semanal na Folha de S.Paulo desde 2016. Atualmente, também é roteirista do programa Conversa com Bial, na TV Globo. Sua obra literária, que transita entre a ficção e a não ficção, é marcada por um estilo irônico e erudito, explorando a história, a linguagem e a cultura brasileira.
Sérgio Rodrigues iniciou sua trajetória literária após uma consolidada carreira no jornalismo, onde sua experiência em coberturas esportivas e culturais moldou sua voz narrativa. Sua escrita é caracterizada pela intersecção entre o rigor jornalístico e a liberdade ficcional, frequentemente explorando eventos históricos e a cultura brasileira, como o futebol e a música. Ele demonstra uma predileção por narrativas complexas e cheias de camadas, muitas vezes com a inclusão de elementos de realismo mágico, humor e ironia, e uma profunda reflexão sobre a linguagem. Sua obra tem recebido reconhecimento crítico e prêmios importantes, consolidando-o como um dos nomes relevantes da literatura contemporânea brasileira.

“Vencedor do Grande Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2014, este romance narra a complexa relação entre Murilo Filho, um cronista esportivo octogenário e ex-jornalista renomado, e seu filho, Neto. Através de pescarias semanais e histórias do futebol brasileiro, o pai tenta se reaproximar, mas segredos de família e episódios sombrios da ditadura militar vêm à tona. A narrativa alterna entre o realismo desencantado da vida de Neto e o realismo mágico das histórias do craque Peralvo, explorando temas como traição, egoísmo, mágoa e perdão.”

“Em um enredo único, erudito e inventivo, os fantasmas de José de Alencar e Joaquim Maria Machado de Assis abandonam o Olimpo e desembarcam no Rio de Janeiro de 2020. Eles vêm para impedir que suas obras sejam reescritas para um público mais amplo. Na cidade, os "Jotas" se envolvem com milicianos e uma jovem estudante, confrontando debates identitários contemporâneos e a decadência do mundo moderno, em uma comédia sombria e crítica sobre a literatura e a brasilidade.”