
Nascido em Curvelo, Minas Gerais, em 11 de outubro de 1949, Sérgio Henrique Hudson de Abranches é uma figura proeminente no cenário intelectual brasileiro. Sua formação acadêmica inclui graduação e mestrado em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), além de mestrado e doutorado (PhD) em Ciência Política e Sociologia Comparada pela Cornell University, em Ithaca, Nova Iorque. Durante sua carreira, atuou como professor visitante no Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro e no Instituto de Estudos Avançados da USP. É casado com a jornalista Miriam Leitão. Além de sua atuação acadêmica e como analista político, contribuindo para veículos como a rádio CBN e os jornais Estado de Minas e Correio Braziliense, Sérgio Abranches consolidou-se como escritor. Sua obra abrange ensaios sobre política e sociedade, bem como romances. Ele é particularmente conhecido por desenvolver a teoria do 'Presidencialismo de Coalizão', uma das principais teorias da ciência política brasileira, publicada no final dos anos 1980. Dedica-se a estudar os desafios para a democracia em meio às transformações globais impulsionadas pela digitalização, globalização e avanço científico e tecnológico.
A trajetória de Sérgio Abranches se equilibra entre o rigor acadêmico e a liberdade da expressão literária. No campo da ciência política, é o criador do conceito de 'Presidencialismo de Coalizão', que analisa o modelo político brasileiro desde a Constituição de 1988 e suas raízes históricas. Ele tem sido um observador e analista ativo das transformações políticas e sociais do Brasil e do mundo, com foco nos desafios da democracia, nas crises econômicas e nas questões ambientais. Cobriu as reuniões da Convenção do Clima (COPs) para a rádio CBN e apresentou séries no Canal Futura sobre mudanças, democracia e sustentabilidade. Sua incursão na literatura, inicialmente com ensaios sobre temas sociopolíticos, expandiu-se para a ficção, onde explora questões humanas e sociais contemporâneas, como polarização política e intolerância, através de romances. Ele descreve a escrita ficcional como um caminho inevitável para explorar as emoções, memórias e sentimentos que nem sempre são capturados pela análise sociológica. A qualidade de sua escrita é reconhecida por prêmios como o Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil e o fato de ser finalista do Prêmio Jabuti.

“Em um tempo de emoções e afetos politizados, este romance de Sérgio Abranches aborda radicalismos, intolerância e a aparente impossibilidade de conciliar opiniões. O livro trata de personagens que vivem o dia a dia das grandes cidades brasileiras, com histórias, anseios e questões que nos levam a enxergar nossa própria vida com outros olhos. Sérgio Abranches estrutura este romance a partir de dois núcleos familiares cujas vidas são transformadas pela polarização e pela violência que tomaram conta do país. Em meio a essas turbulências, surge a figura de 'o Velho', um personagem que, com sua vivência política desde as ruas de Paris em 1968, busca abrir um caminho pacífico entre os radicalismos e resgatar a capacidade de se conviver com as diferenças.”

“Um romance distópico e cibernético ambientado em um futuro pós-colapso climático, onde sobreviventes tentam reinventar a humanidade.”