
Sérgio Vaz nasceu em Ladainha, Minas Gerais, em 1964, e mudou-se para São Paulo ainda na infância, estabelecendo-se na região de Taboão da Serra. Trabalhou em diversas ocupações, como auxiliar de escritório e vendedor, antes de se dedicar inteiramente à literatura e ao ativismo cultural. Em 2001, fundou a Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa) e o Sarau da Cooperifa, transformando um bar no Jardim Guarujá em um vibrante polo de resistência poética e democratização do acesso à arte. Sua obra é marcada por uma linguagem direta, coloquial e profundamente ligada às vivências das comunidades periféricas brasileiras. Vaz é o idealizador de projetos emblemáticos como a 'Semana de Arte Moderna da Periferia', inspirada no centenário de 1922, e o projeto 'Poesia Contra a Violência', que leva recitais a escolas públicas. Reconhecido como o 'Poeta da Periferia', ele foi eleito pela revista Época uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil em 2009.
A carreira de Sérgio Vaz começou com publicações independentes nos anos 80 e 90, consolidando-se no início dos anos 2000 com o surgimento do movimento da literatura marginal/periférica. Seu estilo une a lírica à denúncia social, utilizando o sarau como palco principal para a difusão da poesia. Vaz defende a 'antropofagia periférica', onde a cultura local se apropria de referências clássicas para criar uma estética própria e emancipatória. Sua trajetória é um marco na descentralização da cultura em São Paulo, provando que a literatura pode ser produzida e consumida fora dos eixos tradicionais.

“Primeiro livro por grande editora. Reúne poemas que refletem a realidade da periferia, a busca por dignidade, beleza e resistência no cotidiano duro da cidade.”

“Poemas e textos sobre resistência cultural e identidade periférica. Um manifesto poético sobre a urgência da cultura e da arte brotando no concreto das margens.”