
Nascido em São Paulo em 12 de maio de 1977, Santiago Nazarian é graduado em Publicidade e Propaganda pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). É filho do artista plástico Guilherme de Faria e da também escritora Elisa Nazarian. Ao longo de sua carreira, ele já desempenhou diversas funções, incluindo vendedor de livraria, redator publicitário (e de conteúdo erótico), professor de inglês e praticou body art. Atualmente, Nazarian atua como escritor, tradutor e roteirista. Seu trabalho literário é frequentemente classificado como "existencialismo bizarro", caracterizado pela fusão de conceitos clássicos da literatura existencialista com referências da cultura pop, humor negro e elementos de horror. Em 2007, foi reconhecido como um dos 39 jovens escritores mais importantes da América Latina pelo júri do Hay Festival em Bogotá.
A trajetória literária de Santiago Nazarian é marcada por uma exploração contínua do "existencialismo bizarro", um estilo que ele próprio cunhou para descrever a mescla de filosofia existencialista com a cultura pop, o humor ácido e o terror. Sua escrita desafia as convenções, abordando temas complexos de maneira provocativa e inovadora. Desde sua estreia com 'Olívio' em 2003, que lhe rendeu o Prêmio Fundação Conrado Wessel de Literatura, Nazarian tem se destacado por criar universos narrativos originais e personagens complexos. Sua obra tem sido traduzida e publicada em diversos países da América Latina e Europa, e ele também se aventura como roteirista para cinema e televisão. Além de escritor, é um prolífico tradutor, tendo vertido dezenas de livros para o português. Em 2007, foi selecionado pelo Hay Festival como um dos 39 escritores latino-americanos de maior destaque com menos de 39 anos. Em anos mais recentes, continuou a ser reconhecido, sendo finalista de importantes prêmios literários no Brasil com obras como 'Fé no Inferno', consolidando sua posição como uma voz singular na literatura contemporânea brasileira.

“Em seu trabalho mais ambicioso e maduro, Santiago Nazarian explora o genocídio armênio, ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial, intercalando essa história com os dias atuais no Brasil de 2017. O romance acompanha Cláudio, um jovem cuidador de idosos, que é contratado para trabalhar com Domingos, um senhor armênio em São Paulo. Através da convivência e da leitura de um livro de memórias, Cláudio descobre a possibilidade de Domingos ser um sobrevivente do massacre. A narrativa, que cruza pesquisa histórica e folclore armênio com uma mordaz observação do Brasil contemporâneo, mantém o leitor emocionado e envolvido até seu desfecho surpreendente. Foi finalista dos prêmios Jabuti e Oceanos, e recebeu o segundo lugar no Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional.”

“Em 31 de outubro de 1987, dois primos, de 8 e 9 anos, decidem comemorar o Dia das Bruxas em uma cidadezinha da Serra da Mantiqueira. Eles interagem com vizinhos que desconhecem a tradição estadunidense, deparando-se com ameaças reais e imaginárias.”