
Ronaldo Bressane nasceu em São Paulo, em 1970, e consolidou uma trajetória multifacetada como jornalista cultural e ficcionista. Com passagens marcantes por redações como as das revistas Trip, Alfa e V, além de colaborações assíduas para a Folha de S.Paulo e revista piauí, ele une a agilidade do jornalismo à densidade da investigação literária. Atualmente, é o editor-chefe da revista Morel, publicação focada em literatura e artes visuais. Na literatura, Bressane estreou no final dos anos 90 com contos e expandiu sua obra para a poesia, o romance e as histórias em quadrinhos. Sua formação acadêmica inclui um mestrado em estudos literários pela Unifesp e uma pesquisa de doutorado em Teoria Literária na USP, onde investiga as representações da loucura na literatura brasileira. Sua obra é caracterizada por um hibridismo entre o realismo urbano, elementos de ficção científica (weird fiction) e uma forte carga psicológica.
A carreira de Ronaldo Bressane é definida pela transição fluida entre a cultura pop e a literatura de vanguarda. Iniciou sua produção ficcional com a trilogia 'A Outra Comédia', composta pelos livros de contos 'Os Infernos Possíveis' (1999), '10 Presídios de Bolso' (2001) e 'Céu de Lúcifer' (2003). Como antologista, organizou o volume 'Essa História Está Diferente' (2010), reunindo grandes nomes da ficção contemporânea para recriar canções de Chico Buarque. Em 2012, assinou o roteiro da graphic novel 'V.I.S.H.N.U.', um marco na ficção científica nacional. Seus romances mais recentes, como 'Escalpo' (2017), exploram as fronteiras da identidade e da violência na América Latina, utilizando uma prosa de ritmo cinematográfico.

“Desenvolvido durante uma residência literária em Paraty, o romance cruza a história de Ian Negramonte, um quadrinista em crise, com a de Miguel Ángel Flores, um ex-guerrilheiro chileno. O livro subverte os clichês do romance policial para discutir vingança, identidade e o peso da história política sul-americana.”

“Situada em 2029, a graphic novel acompanha o surgimento de uma IA desenvolvida na USP que escapa do controle humano. Com arte de Fabio Cobiaco, a obra foi pioneira ao ser a primeira HQ de ficção científica brasileira publicada pelo selo Quadrinhos na Cia.”