
Rodrigo Santos nasceu no município de São Gonçalo, localizado na região metropolitana do Rio de Janeiro. Além da carreira literária, atua profissionalmente como professor da rede pública e como roteirista. É um dos fundadores e apresentadores do projeto 'Uma Noite na Taverna', um sarau mensal estabelecido em São Gonçalo com o foco de promover e popularizar a poesia. No ano de 2012, participou da Festa Literária das Periferias (FLUP), onde foi o vencedor do prêmio na categoria FLUP PENSA. Ao longo de sua trajetória, integrou o seu trabalho em diversas coletâneas e antologias de contos e poesias publicadas no Brasil e no exterior.
A produção literária de Rodrigo Santos concentra-se nas temáticas sociais, na violência urbana e no cotidiano das periferias, englobando gêneros como o romance policial, o terror e o realismo fantástico. Iniciou suas publicações em 2003 com a obra de poesia 'Máscaras sobre rostos descarnados'. Seu destaque no romance ocorreu com 'Macumba' (2019), narrativa policial que insere elementos da religiosidade afro-brasileira e mitologia no centro da investigação urbana. Em 2020, publicou a novela em formato digital 'Se o medo tivesse um som', combinando o enredo policial a elementos de terror no interior fluminense. Em 2021 lançou 'Carcará', seu primeiro livro individual de contos, marcado pelo uso da oralidade local e pelo foco em populações marginalizadas. No ano seguinte, deu continuidade à narrativa policial de seu principal romance com a obra 'Fogo nas Encruzilhadas' (2022), cuja trama aborda assassinatos de pessoas em situação de rua e a invisibilidade social das vítimas. Em 2024, lançou o romance 'Máquinas Escrotas'.

“Romance policial em que a investigação criminal ocorre paralelamente à religiosidade de matriz africana. A narrativa foca na realidade das periferias cariocas e nas dinâmicas que envolvem os personagens Akèdjè e Ramiro.”

“Coletânea de contos que insere personagens de classes populares em situações de realismo fantástico, promovendo interações com ícones da cultura pop.”