
Rodrigo Rosp é um escritor, editor e pesquisador brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 1975 e radicado em Porto Alegre desde 1980. Com uma sólida trajetória acadêmica, é mestre e doutor em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), além de especialista em Estudos Linguísticos do Texto pela UFRGS. Ele é uma figura central no mercado editorial independente brasileiro, tendo fundado a Não Editora em 2007 e a editora Dublinense em 2009, selos reconhecidos por lançar vozes contemporâneas e apostar em projetos gráficos inovadores. Como autor, Rosp destaca-se pela experimentação com a forma e a linguagem, transitando entre o conto, o romance experimental e a dramaturgia. Sua obra é marcada pelo cinismo, pela ironia e pelo uso de metalinguagem, explorando frequentemente o nonsense e a inadequação humana. Além de seus livros, ele mantém o projeto 'A Língua Muda', que investiga o uso subversivo da língua portuguesa na literatura contemporânea, conectando sua pesquisa de doutorado com o público através das redes sociais.
A carreira de Rodrigo Rosp iniciou-se na produção de narrativas curtas com 'A virgem que não conhecia Picasso' (2007), consolidando seu estilo com 'Fora do lugar' (2009), obra que utiliza frases curtas e foco na ação para criar estranhamento. Sua produção literária atingiu reconhecimento nacional com 'Fingidores' (2013), uma 'comédia em nove cenas' escrita integralmente em diálogos, que desafia as classificações de gênero literário. Em 2015, publicou 'Inverossímil', um romance que aprofunda o debate sobre a verossimilhança e o fazer literário. Paralelamente à escrita, Rosp atua como editor-chefe na Dublinense e professor de oficinas de criação literária, exercendo influência direta na formação de novos escritores e na circulação da literatura independente no Brasil.

“Obra que desafia as fronteiras entre narrativa e teatro, apresentando um personagem neurótico chamado Caio que reflete sobre a natureza das coisas em meio a diálogos rápidos e cáusticos. O livro foi um dos semifinalistas do Prêmio Portugal Telecom (atual Prêmio Oceanos).”

“Neste romance experimental, um escritor em crise busca entender como criar uma personagem feminina convincente. A narrativa é construída através de diálogos físicos e virtuais, mergulhando no debate sobre as verdades volúveis da arte.”