
Robson Viturino nasceu em São Paulo, em 1979, e passou sua infância e adolescência no interior paulista. Formou-se em Jornalismo pela PUC-Campinas e, após um período morando em Chicago, retornou a São Paulo, cidade onde vive e trabalha desde 2001. Além de sua atuação como escritor, é jornalista e psicanalista. Sua carreira no jornalismo é marcada pela publicação de perfis, resenhas e reportagens em diversos periódicos, tendo recebido o Grande Prêmio de Reportagem da Editora Globo em 2012 por sua cobertura sobre a derrocada do empresário Eike Batista. Como autor, Robson Viturino estreou na ficção com o romance 'Do Outro Lado do Rio', publicado em 2016 pela Editora Nós. A obra foi reconhecida e se tornou finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2017 na categoria 'Melhor Romance de Estreia do Ano - Autor Estreante -40 anos'. Ele também contribuiu para a antologia 'Perdidas: Histórias para crianças que não têm vez'. Sua escrita é notável pelo olhar que transita entre o compassivo e o sardônico, abordando temas urbanos e as complexidades das relações humanas na metrópole paulistana.
A trajetória de Robson Viturino é multifacetada, unindo o rigor da investigação jornalística à profundidade da ficção e da psicanálise. Sua experiência como jornalista, com destaque para o Grande Prêmio de Reportagem da Editora Globo em 2012, demonstra sua capacidade de observação e análise da realidade. Essa base se reflete em sua obra ficcional, que se aprofunda nas nuances da sociedade contemporânea brasileira. Com a publicação de 'Do Outro Lado do Rio' em 2016, Viturino marcou sua entrada no cenário literário como romancista. O livro, aclamado pela crítica e finalista de um dos mais importantes prêmios literários do país, o Prêmio São Paulo de Literatura, consolidou sua voz na literatura brasileira. Seu estilo é caracterizado por uma narrativa envolvente que explora a cidade de São Paulo e uma galeria de personagens complexos, com um tom que ora demonstra empatia, ora ironia. Além de seu romance, sua participação em antologias reforça seu engajamento com temas sociais e literários.

“A jornalista Nina Oliveira, ao escrever um obituário disfarçado de entrevista sobre um dramaturgo octogenário, mergulha em uma investigação que se entrelaça com as transformações da cidade de São Paulo nos primeiros anos do novo milênio. O romance aborda temas como especulação imobiliária, a elite paulistana e a vida de imigrantes bolivianos no Bom Retiro, com um olhar que é simultaneamente compassivo e sardônico sobre a metrópole e seus habitantes.”