
Robertson Frizero é um autor, tradutor e dramaturgo brasileiro nascido no Rio de Janeiro e radicado em Florianópolis. Mestre em Teoria da Literatura pela PUCRS, ele consolidou sua carreira como um dos principais nomes da nova literatura do Sul do país, atuando intensamente na formação de novos escritores através de oficinas de criação literária e mentorias. Frizero é também conhecido por seu trabalho como gestor cultural e jurado de importantes prêmios literários, como o Prêmio Jabuti. Sua obra é marcada por uma profunda investigação da psique humana e dos traumas históricos. Seu romance de estreia, 'Longe das Aldeias', recebeu aclamação crítica tanto no Brasil quanto no exterior, sendo traduzido para o árabe e o farsi, e consolidando sua posição como uma voz capaz de tratar temas universais como o refúgio, a memória familiar e a busca pela identidade em contextos de guerra.
Frizero iniciou sua trajetória literária na literatura infantil com 'Por que o Elvis não latiu?', obra que já demonstrava sua habilidade em tratar de temas complexos de forma sensível. Sua transição para o romance adulto com 'Longe das Aldeias' o colocou no centro da cena literária nacional, sendo finalista de prêmios de prestígio. Seu estilo é frequentemente descrito como conciso e intenso, utilizando a economia de palavras para potencializar a carga dramática. Além da prosa, Frizero explora a poesia e a dramaturgia, mantendo um diálogo constante com a tradição literária clássica e contemporânea.

“Considerado o marco de sua carreira, o livro narra a história de Emanuel, que vive sob a sombra das memórias fragmentadas de sua mãe doente e de sua tia. Ambientado no Brasil, o romance revisita os horrores de uma guerra civil não nomeada na Europa, tratando a memória como bálsamo e veneno. A obra ganhou destaque internacional pela sua recepção calorosa no mundo árabe.”

“Lançado quase uma década após seu primeiro romance, Merci reafirma a habilidade de Frizero em construir tramas psicológicas densas em volumes concisos. O livro utiliza uma estrutura que tangencia o verso para narrar as complexidades das relações humanas e os impactos da dor no desenvolvimento da personalidade.”