
Roberto Menezes da Silva nasceu em Santa Rita, na Paraíba, em 1978. De origem humilde, cresceu influenciado por uma vasta gama de leituras, desde clássicos do terror como Stephen King até nomes centrais da literatura regionalista como José Lins do Rego. Paralelamente à sua vocação literária, seguiu carreira acadêmica, tornando-se Doutor em Física e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Sua entrada no cenário literário ocorreu no final dos anos 2000, destacando-se rapidamente como uma das vozes mais potentes da literatura contemporânea produzida no Nordeste. Além de sua produção autoral, Roberto é um articulador cultural relevante, sendo um dos fundadores do Núcleo Literário Caixa Baixa e idealizador da FLIPOBRE (Feira Literária da Periferia), um festival que busca descentralizar o acesso e a produção de livros.
A carreira de Roberto Menezes é marcada por uma transição do regionalismo clássico para uma estética urbana, crua e experimental. Seus temas frequentemente exploram o confinamento, a marginalidade e as tensões sociais das periferias, utilizando uma linguagem direta e, por vezes, alucinatória. Ele faz parte do Clube do Conto da Paraíba desde 2007 e colabora frequentemente com outros expoentes da literatura paraibana, como Maria Valéria Rezende. Seu estilo é definido por um cuidado rigoroso com a linguagem ('como se diz') e pela recusa de estereótipos folclóricos sobre o Nordeste.

“O romance narra a história de Laura, uma blogueira que se recusa a abandonar seu apartamento após uma ordem de demolição. Enquanto o mundo exterior tenta derrubar sua morada, ela se isola em um 'quarto do pânico' e escreve cartas, transformando a resistência física em uma jornada de introspecção psicológica.”

“Coletânea de dez contos que flagram dramas da urbanidade nordestina contemporânea. O autor aborda temas como o trabalho informal, a violência dos jogos eletrônicos e os mascaramentos da fé, utilizando uma linguagem despojada que situa os enredos nas margens geográficas e sociais.”