
Ricardo de Medeiros Ramos Filho nasceu no Rio de Janeiro em 1954 e mudou-se para São Paulo aos quatro anos de idade. Neto do icônico Graciliano Ramos e filho do também escritor e publicitário Ricardo Ramos, ele cresceu imerso em um ambiente literário influente. Formado em Matemática pela PUC-SP, redirecionou sua trajetória acadêmica e profissional para as Letras, obtendo os títulos de Mestre e Doutor pela Universidade de São Paulo (USP), com pesquisas focadas na obra de seu avô para o público infantil. Sua produção literária é vasta, com cerca de 30 títulos publicados, abrangendo literatura infantil, juvenil e adulta, além de crônicas e roteiros cinematográficos. Como presidente da União Brasileira de Escritores (UBE) e produtor cultural, ele desempenha um papel fundamental na articulação política e institucional da classe literária no Brasil, promovendo feiras, festivais e oficinas de criação.
Ricardo Ramos Filho iniciou sua carreira literária em 1992 com o premiado 'Computador Sentimental'. Seu estilo é caracterizado por uma linguagem concisa e sensível, frequentemente explorando a memória afetiva, as descobertas da juventude e a observação atenta do cotidiano urbano. Na literatura infantojuvenil, destaca-se por não subestimar o jovem leitor, trazendo temas complexos com delicadeza. Recentemente, expandiu sua atuação para o gênero de crônicas adultas e romances, mantendo sua relevância como um dos principais mediadores de leitura e gestores culturais do país.

“Primeiro romance do autor, 'Toda poeira da calçada' narra a história de Rodrigo Ferreira Ferro, um escritor recém-aposentado que, em suas caminhadas por São Paulo, se depara com um quadro abandonado, desencadeando uma jornada de reflexão sobre a culpa da ociosidade, a solidão e a busca por sentido em meio às lembranças e ao contexto pandêmico. A obra é um ato de rebeldia contra a finitude e uma investigação delicada sobre o tempo e a memória.”

“Neste volume de crônicas urbanas, o autor guia o leitor pela capital paulista, dividindo a obra em dois momentos: a cidade vibrante e movimentada e a cidade silenciada pela pandemia, vista através da janela de um apartamento.”