
Nascido em São Paulo em 1975, Ricardo Lísias Aidar Fermino é um proeminente escritor, crítico e pesquisador brasileiro. Ele é graduado em Letras pela Unicamp, possui mestrado em Teoria Literária pela mesma universidade e doutorado em Literatura Brasileira pela USP, com estágio de pós-doutorado na Unifesp. Sua estreia literária ocorreu em 1999 com o romance "Cobertor de estrelas". Lísias é reconhecido por sua abordagem experimental da literatura, que se estende além dos formatos de livro tradicionais para incluir intervenções em diversos contextos de escrita, como diários, cartas e mídias sociais, borrando consistentemente os limites entre eventos factuais e narrativas ficcionais. Um exemplo notável de seu trabalho experimental é o uso do pseudônimo "Eduardo Cunha" para seu livro "Diário da Cadeia", que gerou controvérsias legais. Suas obras frequentemente abordam questões existenciais e políticas, com um estilo vigoroso e por vezes inquietante.
A carreira de Ricardo Lísias é marcada por uma consistente exploração da relação entre ficção e realidade, frequentemente incorporando elementos autobiográficos e comentários sociais críticos em suas obras. Ele emprega um estilo que já foi descrito como "nervoso" e aborda frequentemente temas complexos e tabus, como o suicídio. Lísias também se destaca por sua paródia da literatura de autoajuda e pela sátira ao discurso corporativo e político. Sua escrita critica modelos estabelecidos de autoficção e utiliza o cinismo na representação de personagens e situações, consolidando-o como uma das vozes mais originais e desafiadoras da literatura brasileira contemporânea.

“Acompanha Paulo, um executivo bem-sucedido e competitivo, obcecado em conseguir uma posição na China, satirizando a ambição corporativa e a cultura de autoajuda.”

“O narrador, Ricardo Lísias, relata seu colapso emocional após encontrar o diário de sua esposa e descobrir suas opiniões desfavoráveis sobre ele, borrando as linhas entre autobiografia e ficção.”