
Nascido em São Paulo, Ricardo da Costa Aguiar Alves formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Ingressou na carreira diplomática através do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, onde recebeu o Prêmio Rio Branco no Curso de Preparação. Posteriormente, obteve a primeira colocação no Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas e foi aprovado no Curso de Altos Estudos. Concluiu pós-graduação em Economia Internacional pela Fondation Nationale des Sciences Politiques (SciencesPo) em Paris. Na década de 1990, participou ativamente da negociação da dívida externa brasileira. Em sua carreira diplomática, serviu na Embaixada do Brasil em Washington e atuou como Cônsul do Brasil na África do Sul e no Japão. Também trabalhou como Conselheiro Sênior do Banco Mundial e atuou como representante do Brasil no Conselho Econômico e Social da ONU, em Nova York. Exerce, paralelamente, funções de executivo no mercado financeiro.
A atuação literária de Ricardo da Costa Aguiar divide-se entre obras de não ficção voltadas ao direito internacional e à ficção de cunho historiográfico. Em sua ficção, o autor utiliza pesquisa documental sobre a colonização do Brasil para analisar a formação da sociedade do país. Seu estilo narrativo recorre à estratégia literária dos "papéis achados" e ao uso de narrativas paralelas alocadas em tempos distintos. Em sua estreia no romance, o autor estrutura a trama entre dois protagonistas: um padre jesuíta no século XVII, lidando com a investida bandeirante contra a Missão de Jesus Maria, e um jovem diplomata do século XXI lotado em Cotonou, no Benim, que encontra os registros manuscritos do religioso. Seu método busca integrar precisão de dados históricos e dinâmicas de geopolítica à estrutura do romance literário tradicional.

“A narrativa se desdobra em dois planos temporais. No primeiro, acompanhamos o jesuíta Diogo Vaz Aguiar no século XVII, imerso nas tensões da Missão de Jesus Maria e nos ataques de bandeirantes. No segundo plano, no século XXI, um diplomata isolado em Benim descobre e decifra as memórias manuscritas do padre, iniciando uma busca obsessiva por comprovar que o clérigo é seu antepassado.”