
Reinaldo Moraes nasceu em São Paulo em 1950 e consolidou-se como um dos nomes mais irreverentes da literatura contemporânea brasileira. Estreou em 1981 com o romance cult 'Tanto Faz', que capturou o espírito boêmio de brasileiros em Paris e tornou-se um marco da Geração 80. Após a publicação da sequência 'Abacaxi' (1985), o autor passou quase duas décadas afastado da ficção, dedicando-se à tradução de autores fundamentais da contracultura, como Charles Bukowski e Thomas Pynchon, e à escrita de roteiros para cinema e televisão. Seu retorno triunfal à ficção ocorreu em 2009 com 'Pornopopéia', um romance caudaloso e visceral que explora o submundo paulistano. A obra foi aclamada pela crítica pela agilidade de seu texto coloquial, humor corrosivo e retrato sem filtros do hedonismo urbano, solidificando Moraes como um mestre da prosa de 'sacanagem' e realismo urbano. Em 2018, reafirmou sua relevância com 'Maior que o Mundo', primeiro volume de uma trilogia que mergulha nas crises de um escritor no cenário contemporâneo.
Formado em Administração pela FGV, Moraes iniciou sua trajetória profissional como fotógrafo, sendo o autor da icônica e polêmica capa do álbum 'Todos os Olhos' de Tom Zé. Sua carreira literária é marcada por um estilo herdeiro da Geração Beat, caracterizado pela linguagem despojada, ritmo nervoso e rejeição às formalidades acadêmicas. No audiovisual, atuou como roteirista de novelas como 'Helena' e 'Bang Bang', e de filmes como 'Tainá - Uma Aventura na Amazônia' e 'Dom'. É reconhecido como um dos grandes tradutores brasileiros de literatura marginal e contemporânea de língua inglesa.

“Uma obra monumental de quase 500 páginas que reinventa o gênero picaresco no cenário urbano de São Paulo. Através do protagonista Zeca, Moraes constrói uma narrativa visceral sobre a busca incessante pelo prazer e o caos da sobrevivência marginal.”

“O romance narra o encontro de três pessoas em um apartamento na cidade de São Paulo durante uma noite, tendo como cenário de fundo os protestos de junho de 2013.”