
Nascido em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 1980, Reginaldo Pujol Filho é uma figura proeminente na literatura contemporânea brasileira. Ele possui uma sólida formação acadêmica, sendo pós-graduado em Artes da Escrita pela Universidade Nova de Lisboa, Mestre e Doutor em Escrita Criativa pela PUCRS, além de realizar pós-doutorado no PPGAV da UFRGS. Sua paixão pela escrita se manifestou cedo, e ele passou anos frequentando oficinas literárias antes de associar o desejo de escrever com a carreira de escritor, algo que se consolidou por volta dos seus 25 anos, impulsionado pelo escritor e professor Charles Kiefer. Além de sua produção literária autoral, Pujol Filho atua como professor, ministrando cursos e oficinas de escrita em diversas cidades do Brasil, e suas narrativas já foram publicadas em Portugal, Espanha e Estados Unidos. Ele também contribui para jornais e revistas de prestígio, como Piauí, Folha de S. Paulo, O Globo e Quatro Cinco Um, escrevendo resenhas literárias, ensaios e matérias. Sua versatilidade se estende à curadoria, sendo responsável pela Coleção Gira da Editora Dublinense, que se dedica a literaturas em língua portuguesa não brasileiras. Seu trabalho também inclui a organização da antologia 'Desacordo Ortográfico', lançada tanto no Brasil quanto em Portugal, e a escrita de roteiros. Reginaldo Pujol Filho é reconhecido por sua constante busca por novas possibilidades narrativas, desafiando as convenções literárias e explorando os limites da ficção com um estilo que combina humor, ironia e profundidade.
A trajetória literária de Reginaldo Pujol Filho é marcada por uma abordagem inovadora e experimental. Ele é conhecido por empregar a metalinguagem e a paródia como recursos estilísticos, "escancarando as influências" de outros autores em suas obras e, ao mesmo tempo, construindo uma voz própria e criativa. Sua escrita se caracteriza pela agilidade e precisão, sempre buscando experimentar com a forma e a linguagem, questionando o que é um conto ou um romance e como suas estruturas podem ser subvertidas. Pujol Filho transita entre o conto e o romance, demonstrando uma preocupação contínua com a voz narrativa e a disposição das palavras na página. Em 'Quero Ser Reginaldo Pujol Filho', por exemplo, ele homenageia e dialoga com autores que considera basilares para sua formação. Já em 'Não, não é bem isso', explora uma diversidade de formatos e estilos, desde narrativas com uma narradora criança até verbetes de Wikipédia. Seu romance mais recente, 'Nosso corpo estranho', utiliza a paródia para criar uma crítica instigante ao mundo da arte. Sua carreira inclui a colaboração com diversos veículos de imprensa como resenhista e ensaísta, e ele é o criador e curador da Coleção Gira da Editora Dublinense, dedicada a literaturas em línguas portuguesas fora do Brasil.

“Uma coletânea de contos que representa um conjunto de experiências narrativas onde o autor busca incessantemente uma forma diferente a cada novo texto. Diante da premissa de que 'tudo já foi dito', Pujol Filho entrega uma diversidade de formatos e estilos, explorando desde a perspectiva de uma narradora criança até a estrutura de uma página de Wikipédia, passando por um monólogo teatral e uma nova visão sobre a Arca de Noé. O livro transita entre o humor e a reflexão, com o autor mudando de voz a cada narrativa e explorando a disposição das palavras na página para criar um impacto que vai além do texto convencional.”

“O romance parte da premissa de um escritor frustrado, Edmundo Dornelles, que decide que os livros não têm mais o poder de convencer e se propõe a transformar sua própria vida em uma obra literária. Com um narrador-protagonista que é um 'hater old school', o livro discute e leva às últimas consequências questões do universo literário e daqueles que permanecem à margem do mercado editorial. Pujol Filho explora a metalinguagem e a paródia, construindo uma trama em que o personagem, com suas características preconceituosas e machistas, revela a habilidade do autor em criar vozes complexas e irônicas, levando o leitor a um balanço entre a crítica social e a identificação com as demandas do protagonista.”