
Reginaldo Ferreira da Silva, mais conhecido pelo pseudônimo Ferréz, nasceu em São Paulo em 29 de dezembro de 1975. Cresceu no Capão Redondo, um dos bairros da periferia da Zona Sul de São Paulo, cenário recorrente em suas obras. Ferrez iniciou sua jornada na escrita aos 12 anos, copiando trechos da Bíblia, o único livro disponível em sua casa por um longo período. Antes de se consagrar como escritor, trabalhou em diversas funções, como auxiliar de escritório, atendente de fast-food e arquivista. Ele é um dos principais expoentes da 'literatura marginal', um movimento literário que busca dar visibilidade às histórias e vivências das comunidades periféricas, abordando temas como violência, desigualdade social, exclusão e resistência. Suas obras foram traduzidas e lançadas em diversos países, incluindo Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e Estados Unidos. Além de sua produção literária, Ferréz é um ativo empreendedor e militante cultural, sendo fundador do grupo 1DaSul, que promove eventos e ações culturais no Capão Redondo, da ONG Interferência, focada em crianças da Zona Sul, e do Selo Povo, uma editora independente.
A trajetória literária de Ferréz é indissociável da 'literatura marginal', da qual é um dos fundadores e principais representantes. Seu estilo é marcado por uma linguagem crua, direta e informal, que espelha o dialeto e a oralidade das ruas da periferia de São Paulo. Começou a carreira de forma independente, publicando fanzines e seu primeiro livro de poesias, 'Fortaleza da Desilusão'. Atingiu grande reconhecimento com 'Capão Pecado', obra que se tornou um marco da literatura periférica. Seus escritos exploram a complexidade da vida nas favelas, denunciando a violência e a desigualdade, mas também celebrando a resiliência e a identidade de seus moradores. Ferrez utiliza a literatura não apenas como forma de expressão, mas como uma ferramenta de transformação social, buscando conscientizar e empoderar a população periférica. Paralelamente à escrita, atua como empreendedor cultural, criando plataformas como a marca de roupas 1DaSul e a editora Selo Povo para fomentar a cultura e a arte nas comunidades marginalizadas.

“Considerado um marco da literatura marginal, este romance brutal e implacável narra a história de Rael, um adolescente do Capão Redondo que se apaixona pela namorada de um amigo em meio à violência e às desigualdades sociais de sua comunidade, buscando um caminho para escapar de um destino predeterminado.”

“Com uma linguagem agressiva e contundente, este romance mergulha na vida de um grupo de amigos na periferia de São Paulo – Lúcio Fé, Aninha, Régis, Celso Capeta e Neguinho da Mancha na Mão – que planejam um assalto a banco. A obra explora a disseminação do ódio como um sentimento real em uma sociedade competitiva, revelando os pensamentos de quem vive à margem.”