
Paulo Scott nasceu em Porto Alegre, em 1966. Formado em Direito, atuou como professor universitário por quatorze anos antes de se mudar para o Rio de Janeiro em 2008 para se dedicar inteiramente à carreira literária. Sua produção é vasta e abrange romances, contos, poesias e dramaturgia, consolidando-o como uma das vozes mais potentes da literatura contemporânea brasileira. Com obras publicadas em diversos países, Scott utiliza sua experiência jurídica e política para construir narrativas densas que questionam a identidade brasileira. Seu romance 'Marrom e Amarelo' (Phenotypes) alcançou grande prestígio global, sendo incluído na lista longa do International Booker Prize em 2022. Atualmente, o autor vive entre o Rio de Janeiro e São Paulo, mantendo um trabalho ativo na interseção entre estética literária e engajamento cívico.
A trajetória de Paulo Scott é marcada por uma transição do mundo jurídico para a literatura de alta voltagem social. Ele estreou no início dos anos 2000, ganhando visibilidade com o livro de contos 'Ainda Orangotangos', que foi adaptado para o cinema. Sua consagração definitiva veio com os romances 'Habitante Irreal', que venceu o Prêmio Machado de Assis, e 'Marrom e Amarelo', que investiga as feridas abertas do racismo estrutural no Brasil. Seu estilo é frequentemente descrito como vigoroso, com sentenças longas e um ritmo que reflete a urgência dos temas urbanos e políticos que aborda.

“Aborda o colorismo e o racismo estrutural no Brasil através da história de dois irmãos, um de pele clara e outro de pele escura. Uma análise brutal e necessária das tensões raciais brasileiras.”

“Narra a história de Paulo e Maína, uma jovem indígena, explorando o abismo social brasileiro, a miséria e as falhas da redemocratização em uma narrativa impactante.”