
Paulo Roberto Salvetti Junior, conhecido como Paulo Salvetti, é um escritor, professor e pesquisador paulista com sólida formação acadêmica e atuação interdisciplinar entre a literatura, as artes visuais e o teatro. Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em História da Arte, Salvetti consolidou sua carreira como um dos nomes ativos da cena literária contemporânea de São Paulo. Além de sua produção ficcional, ele é reconhecido por seu trabalho pedagógico em oficinas de escrita criativa e por sua atuação crítica no campo das artes cênicas. Na comunicação literária, destaca-se como coapresentador do podcast 'Litterae' ao lado da escritora Anita Deak, onde discute técnicas narrativas e o mercado editorial. No âmbito teatral, integra coletivos como o 'Vulcão [criação e pesquisa cênica]' e o 'Teatro de Estilhaços', colaborando em produções que exploram os limites entre dramaturgia, autoficção e performance. Sua escrita é marcada por uma investigação profunda da memória, das relações familiares e da construção psicológica de seus personagens.
Salvetti iniciou sua trajetória acadêmica e artística no começo dos anos 2000, envolvendo-se com produções teatrais e crítica de arte. Sua dissertação de mestrado, defendida em 2010, já demonstrava seu interesse pela interseção entre corpo, biografia e arte. Em 2019, estreou no romance com 'Cara Marfiza', obra que recebeu aclamação da crítica por sua narrativa introspectiva e densa. Paralelamente à literatura, Salvetti atua como consultor de leitura crítica e professor, além de manter presença constante em projetos de fomento cultural e festivais literários, sendo uma voz influente na discussão técnica sobre a escrita no Brasil.

“O romance narra o despertar de memórias silenciadas em uma protagonista idosa diante do retorno inesperado de sua irmã, Marfiza. Através de um fluxo de consciência que mescla o cotidiano de uma vila humilde com crenças religiosas e dramas domésticos, Salvetti explora a ambivalência entre o afeto e o trauma, revelando as camadas de uma identidade moldada pelo silêncio e pela convivência forçada.”