
Paulo Roberto Farias nasceu em 1983 no município de Estrela, no estado do Rio Grande do Sul. Durante a infância, residiu na área rural da região do rio Taquari. Em 2002, formou-se no curso de Magistério, atuando durante três anos como alfabetizador de jovens e adultos no projeto MOVA. Em 2009, ingressou no curso de Bacharelado em Interpretação Teatral no Departamento de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na mesma instituição, concluiu o mestrado em Artes Cênicas em 2019, com a apresentação de memorial crítico-reflexivo sobre processos de criação cênica focado na corporalidade do ator. Profissionalmente, integra os grupos teatrais gaúchos Oigalê e ATO Cia. Cênica. No teatro, atuou em montagens como 'Pigmalião' (2010), 'Hamlet Máquina' (2011), 'Zuccos' (2012) e 'O Feio' (2011-2012). O seu desempenho no espetáculo 'O Feio' resultou na conquista do Prêmio Açorianos de 2012 na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Em 2022, interpretou Leonel Brizola na fase inicial do espetáculo teatral 'Leonel', encenado no Teatro Dante Barone em alusão ao centenário de nascimento do político.
A produção literária de Paulo Roberto Farias transita entre o romance, a novela e a crônica, com foco temático na memória, no cotidiano e no isolamento social. A sua formação em artes cênicas reflete-se na sua escrita, que utiliza recursos da oralidade e a construção de cenas baseadas no fluxo de consciência. A sua estreia em narrativas longas ocorreu em 2013 com a publicação da novela 'A tessitura da noite', obra estruturada em espaços de densidade psicológica e investigação da identidade. Em 2021, lançou o romance 'Deixa eu te falar da noite', cujo enredo adota o formato de diário para registrar a rotina de uma funcionária de lavanderia em Porto Alegre. O romance estrutura-se a partir das relações unilaterais que a protagonista cria com os clientes por meio dos odores e tecidos de suas roupas. Em 2024, publicou 'Um rio corre dentro do meu sonho', obra que reúne crônicas e textos curtos baseados em relatos oníricos e nas memórias de infância do autor na região do interior do Rio Grande do Sul, discutindo a função da memória como elemento de conexão entre a literatura e o teatro.

“Romance escrito em formato de diário e fluxo de consciência, centrado em Marla, uma funcionária de lavanderia que projeta relações com os clientes a partir dos fluidos, odores e tecidos das roupas que higieniza.”

“Coletânea de textos e crônicas poéticas que resgata as memórias de infância do autor junto aos avós agricultores no interior gaúcho, interligando a vivência no campo à sua trajetória nas artes cênicas.”