
Nascida em Brasília em 1979, Paulliny Tort é uma das vozes proeminentes da literatura brasileira contemporânea. Jornalista e mestre em Comunicação e Sociedade pela Universidade de Brasília (UnB), ela iniciou sua trajetória literária com o romance 'Allegro ma non troppo' (2016), mas alcançou amplo reconhecimento nacional com a coletânea de contos 'Erva brava' (2021). Sua obra é caracterizada por uma prosa precisa e concisa, frequentemente comparada à de Graciliano Ramos, e explora as tensões sociais, ambientais e culturais nas pequenas cidades de Goiás e do cerrado.
A carreira de Paulliny Tort é marcada por uma transição do romance psicológico e urbano para uma exploração regionalista moderna. Seu estilo evita o uso tradicional de verbos de elocução (dicendi) e travessões, optando por um fluxo de diálogos diretos inseridos na narração. Suas histórias orbitam frequentemente a fictícia cidade de Buriti Pequeno, onde investiga o impacto do agronegócio, o patriarcalismo rural e o misticismo local sob uma ótica crítica e irônica.

“A obra reúne 12 contos que retratam o Centro-Oeste brasileiro além dos clichês. Através de personagens como roceiros, parteiras e viciados em crack, Tort descreve a transformação do cerrado em monocultura de soja, a violência doméstica e a resistência da natureza. O livro recebeu elogios da crítica pela cadência cristalina e pela orelha assinada por Itamar Vieira Junior.”

“Ambientado na pré-história e em um mundo anterior à linguagem, o romance narra a jornada de um clã de neandertais que decide incorporar uma criança Sapiens após um conflito com outro grupo.”