
Noemi Jaffe nasceu em São Paulo, em 1962. Criada no bairro paulistano do Bom Retiro, por uma família asquenaze de raízes iugoslavas, ela se doutorou em literatura brasileira pela Universidade de São Paulo (USP). Com uma carreira multifacetada, Jaffe atua como professora de Escrita Criativa na Casa do Saber e no curso de Formação de Escritores do Instituto Vera Cruz, além de coordenar diversos grupos particulares de estudo literário. Ela também colabora como crítica literária para o jornal Folha de S.Paulo, consolidando sua influência no cenário cultural brasileiro. Publicou seu primeiro livro aos 43 anos e, desde então, sua obra tem sido elogiada por sua originalidade e profundidade.
A trajetória literária de Noemi Jaffe é marcada por um processo criativo que ela descreve como contínuo e, ao mesmo tempo, segmentado, resultando em uma literatura que reflete um "caos vibrante" entre fluxo e interrupção. Sua escrita é caracterizada pela exploração de paradoxos e pela busca de uma voz literária única, utilizando recursos narrativos que buscam um estranhamento tenso e teso entre opostos. Sua obra abrange diversos gêneros, incluindo romance, conto, ensaio, crítica e poesia, com uma notável capacidade de abordar temas complexos como a memória, a identidade e o Holocausto, muitas vezes a partir de suas próprias experiências familiares. Além de sua produção literária, Jaffe tem uma forte atuação pedagógica, ministrando oficinas de escrita e sendo a fundadora e sócia do Centro Cultural Literário Escrevedeira em São Paulo, um espaço dedicado à ampliação de conversas sobre literatura e escrita.

“Baseado no diário de sua mãe durante o Holocausto, este livro é uma poderosa narrativa que explora temas como a memória, a identidade judaica, o trauma e a capacidade humana de sonhar e resistir diante da adversidade.”

“Uma novela intimista que mergulha nas complexidades do luto e da perda, explorando as diferentes facetas da dor e da superação em uma narrativa delicada e profunda. Foi finalista do Prêmio Jabuti.”