
Natália Zuccala, nascida em São Paulo em 1990, é uma destacada voz na literatura brasileira contemporânea. Formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), o que solidificou sua base teórica e crítica. Além de sua carreira como escritora, Zuccala atua como dramaturga, professora e está em processo de formação como psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae, demonstrando uma abordagem multifacetada ao estudo do comportamento humano e da linguagem. Sua obra tem sido reconhecida pela crítica, e ela continua a explorar temas complexos em suas narrativas.
A trajetória literária de Natália Zuccala começou a ganhar destaque com a publicação de seu livro de contos "Todo mundo quer ver o morto" em 2017 pela Editora Patuá. Em 2020, lançou o projeto "Agora estou aqui", um livro-blog composto por contos, evidenciando sua experimentação com diferentes formatos e plataformas. Sua incursão no romance foi marcada por "Cheia", publicado em 2021 pela Editora Urutau, obra que foi finalista do prestigiado Prêmio São Paulo de Literatura, consolidando seu nome no cenário literário nacional. Posteriormente, publicou "Estela a esta hora" em 2023 pela Editora Todavia, um romance que aprofunda sua exploração de questões sociais e psicológicas. Seu estilo é caracterizado por uma prosa que convida à reflexão, com frases que "martelam" na mente do leitor, explorando singularidades e as complexidades da experiência humana.

“Primeiro romance de Natália Zuccala, 'Cheia' narra a história de Amanda, uma mulher que esquece o marido no restaurante e precisa lidar com a desmemória e o apagamento involuntário. A narrativa, descrita como um bordado intermitente, explora a desagregação da memória e o que está por trás do não-dito, levando o leitor a um mergulho profundo na psique da personagem e, por extensão, na experiência feminina.”

“O romance 'Estela a esta hora' mergulha na vida de uma residente de medicina em São Paulo, que divide seu tempo entre o hospital e uma pensão. A obra aborda a rotina massacrante da formação médica, a desumanização dos profissionais de saúde e os desafios sociais enfrentados pela protagonista, explorando suas convicções e o impacto de sua profissão em sua vida pessoal.”