
Natália Timerman nasceu na capital paulista em 1981. Sua formação acadêmica inclui graduação em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), mestrado em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e, atualmente, é doutoranda em Literatura pela mesma universidade. Além de sua carreira literária, Natália atua como médica psiquiatra e psicoterapeuta em consultório particular, uma dualidade que frequentemente se reflete em sua escrita. Ela estreou na literatura em 2017 com a obra "Desterros", um relato impactante de suas experiências no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário. Ao longo de sua trajetória, Natália tem explorado temas como o sofrimento psíquico em ambientes urbanos, as nuances dos relacionamentos afetivos na era digital e o complexo processo do luto, muitas vezes incorporando elementos de autoficção em seus romances. Sua dedicação se divide entre a escrita e a prática médica, e ela é colaboradora regular de veículos renomados como Universa (UOL), a revista Quatro Cinco Um e a revista CULT, onde publica resenhas e artigos.
A trajetória literária de Natália Timerman é marcada pela profunda conexão entre sua experiência profissional como médica psiquiatra e sua vocação como escritora. Sua prosa, descrita como límpida, segura e poética, explora a condição humana em suas diversas facetas. Iniciou sua carreira literária em 2017 com "Desterros: Histórias de um hospital-prisão", uma obra de não ficção que humaniza o sistema carcerário através de relatos de sua atuação psiquiátrica. Em sua ficção, Timerman demonstra habilidade em construir personagens que enfrentam dilemas contemporâneos, desde as insatisfações nos grandes centros urbanos, abordadas na coletânea de contos "Rachaduras", até as complexidades dos relacionamentos amorosos na era digital, tema central de "Copo vazio". Seu romance "As pequenas chances" aprofunda-se na autoficção, explorando o luto e a busca por origens familiares. A autora transita entre o pessoal e o coletivo, utilizando a literatura como um meio para compreender e narrar o real e suas contradições.

“Relançamento do livro de estreia da autora. Narra histórias de pacientes e funcionários de um hospital penitenciário, baseadas na experiência da autora como psiquiatra no local, abordando a desumanização no sistema carcerário e a alteridade dos detentos.”

“A obra foca na relação da narradora com sua mãe, diagnosticada com Alzheimer em estágio avançado, abordando a perda de memória e a impossibilidade de comunicação.”