
Nascida em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, em 6 de agosto de 1981, Natália Borges Polesso construiu uma notável carreira como escritora, tradutora e pesquisadora. Ela possui mestrado em Letras e doutorado em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde defendeu a tese "Literatura e cidade: cartografias metafóricas e memória insolúvel de Porto Alegre (1897-2013)". Sua trajetória literária teve início em 2013 com o livro de contos "Recortes para álbum de fotografia sem gente", que lhe rendeu o Prêmio Açorianos de Literatura na categoria Contos. A autora ganhou destaque nacional e internacional com a coletânea de contos "Amora", publicada em 2015/2016, obra que aborda as diversas manifestações do amor entre mulheres e que foi agraciada com o prestigioso Prêmio Jabuti em 2016, além do Prêmio Açorianos e do Prêmio AGES de Livro do Ano. Em 2017, seu talento foi reconhecido com a inclusão na lista Bogotá39, que seleciona os 39 mais promissores jovens escritores latino-americanos. Polesso continua a produzir obras aclamadas pela crítica, incluindo os romances "Controle" (2019), "Corpos Secos" (2020) e "A extinção das abelhas" (2021), consolidando-se como uma voz essencial na literatura brasileira contemporânea.
A trajetória literária de Natália Borges Polesso é marcada pela exploração sensível e profunda da existência humana, com um foco particular nas relações femininas e nas identidades LGBTQIA+. Sua escrita, que transita entre contos, poesia e romances, é elogiada pela minúcia e pelo olhar poético. Desde o seu livro de estreia, "Recortes para álbum de fotografia sem gente" (2013), que já revelava a delicadeza de sua temática feminina, Polesso tem desenvolvido uma obra que desestabiliza padrões e convida à reflexão sobre o autoconhecimento e a honestidade na vivência dos afetos. Com "Amora" (2015/2016), ela se estabeleceu como uma referência na literatura lésbica, explorando a diversidade das experiências homoafetivas femininas sem limitações temáticas. Em seus romances, como "Controle" (2019) e "A extinção das abelhas" (2021), ela mergulha em universos distópicos e realistas, abordando temas como solidão, crises sistêmicas e resiliência, sempre com personagens complexos e multifacetados. Sua capacidade de narrar histórias com precisão e profundidade a tornou uma das vozes mais relevantes da literatura brasileira contemporânea, com reconhecimento em prêmios importantes e traduções para diversos idiomas.

“"Amora" é uma coletânea de contos que se debruça sobre as múltiplas facetas do amor entre mulheres, tecendo um mosaico de violências, desejos, caos, ternura e liberdade. As histórias revelam um retrato delicado e complexo de protagonistas lésbicas em diversas situações, como uma neta que encontra inesperadas similaridades com sua avó ou um casal de idosas em um ritual matinal. A obra é um marco na literatura brasileira e lésbica, tendo recebido o Prêmio Jabuti, Prêmio Açorianos e Prêmio AGES.”

“Um romance distópico que se aprofunda na solidão de Regina, uma mulher que enfrenta o abandono materno e a morte do pai em um mundo em colapso, explorando temas de resiliência, relações femininas e críticas sociais sobre negligência ambiental.”