
Natasha Felix nasceu na cidade de Santos, São Paulo, em 1996. Em sua formação acadêmica, cursou Letras com especialização em Espanhol na Universidade de São Paulo (USP). Iniciou suas atividades como educadora voluntária de Literatura no Curso Preparatório para o vestibular da UNESP entre 2014 e 2017. Em 2018, integrou o projeto Black Poetry, parte da programação oficial da Virada Cultural de São Paulo. Profissionalmente, tem atuação consolidada em instituições culturais e de arte: trabalhou como assistente curatorial no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) ao longo de dois anos, atuou como editora artística no Museu do Amanhã, onde colaborou em projetos expositivos, e como pesquisadora na plataforma Lastro. No ano de 2019, foi incluída na lista Forbes Under 30 na categoria Literatura e Artes Plásticas. Em 2023, participou como autora convidada oficial da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), onde apresentou o projeto performático "APUPÚ: onde os corpos vibram", realizado em parceria musical.
A pesquisa poética da autora baseia-se na intersecção da literatura com outras linguagens artísticas, como a dança, a música, o audiovisual e a performance, tendo o corpo negro em movimento e a palavra falada como eixos centrais. A estreia literária no formato livro ocorreu em 2018, com a publicação de "Use o alicate agora", uma obra que aborda de modo direto temas ligados ao erotismo, à violência e às tentativas de representação do corpo feminino através de cortes e fragmentos textuais. Em 2024, lançou "Inferninho", título no qual sua experimentação com a poesia falada (spoken word) é sistematizada no papel, estruturando-se como um texto de origem cênica. A produção literária foi expandida em 2026 com o livro "Três vezes Lázaro". Além das obras solo, a autora integra antologias que reúnem as gerações da poesia brasileira contemporânea e afro-brasileira, a exemplo de "Nossos poemas conjuram e gritam" (2019) e "As 29 poetas hoje" (2021). O trabalho frequentemente transporta o texto para fora do livro físico, promovendo intervenções rítmicas e diálogos sonoros associados à música e à performance teatral.

“Publicado pela Editora Macondo, o livro compila poemas marcados pela ironia, vulnerabilidade e pelo questionamento da linguagem física e verbal por meio da figura de uma personagem central identificada como 'j'.”

“Livro lançado também pelo Círculo de Poemas, onde a estrutura dialoga diretamente com as temáticas rítmicas afro-diaspóricas, unindo de forma visceral o texto literário às cadências sonoras da música e da recitação.”