
Mário Bortolotto nasceu em Londrina, Paraná, em 1962, e é uma das figuras mais prolíficas e influentes do teatro contemporâneo brasileiro. Iniciou sua carreira artística na década de 1980, fundando o grupo teatral Chiclete com Banana, que em 1987 passou a se chamar Cemitério de Automóveis, nome inspirado na obra de Fernando Arrabal. Mudou-se para São Paulo em meados dos anos 1990, onde se estabeleceu como um dos pilares da cena teatral da Praça Roosevelt. Sua obra é profundamente influenciada pela cultura beatnik, pela literatura de Charles Bukowski, pelo rock'n'roll, pelo blues e pelas histórias em quadrinhos. Além de escrever e dirigir mais de 50 peças teatrais, Bortolotto mantém uma carreira consistente como romancista, contista e poeta. Sua trajetória também é marcada pela resistência cultural e pela sobrevivência a um atentado a tiros em 2009, evento que se tornou emblemático na história cultural recente de São Paulo.
Bortolotto construiu uma carreira pautada pela independência e por uma estética 'marginal' e urbana. Seus textos são conhecidos pelos diálogos rápidos, ácidos e repletos de referências à cultura pop e ao submundo das grandes cidades. No teatro, conquistou os prêmios mais prestigiados do país, como o Shell e o APCA, muitas vezes acumulando as funções de autor, diretor e ator. Na literatura, transita entre o romance policial e a crônica de costumes, mantendo sempre o tom confessional e o lirismo de sarjeta. É também vocalista e compositor das bandas Saco de Ratos e Tempo Instável.

“Um romance policial cru onde o protagonista, Caio, parte em uma jornada violenta e niilista para vingar a morte de sua mãe, assassinada com dois tiros na testa ao sair para comprar açúcar. O livro é um expoente do realismo sujo brasileiro.”

“Um romance de autoficção que narra os cinco anos em que o autor viveu em um seminário católico durante sua juventude.”