
Márcia Wayna Kambeba, nasceu na aldeia Ticuna de Belém do Solimões, no Amazonas, em 1979. De etnia Omágua/Kambeba, mudou-se para contextos urbanos aos oito anos de idade, trajetória que fundamenta sua produção intelectual e artística sobre o 'ser indígena na cidade'. Formou-se em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), tornou-se mestra pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e doutora em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Além de sua proeminente carreira literária, Márcia é fotógrafa, compositora e comunicadora. Em 2021, fez história ao tornar-se a primeira indígena a assumir o cargo de Ouvidora-Geral do município de Belém, no Pará. Sua obra é amplamente utilizada em currículos escolares e acadêmicos para discutir territorialidade, identidade e a descolonização do pensamento sobre os povos originários da Amazônia.
A trajetória de Márcia Kambeba é marcada pela união entre o saber acadêmico geográfico e a oralidade ancestral. Sua escrita utiliza frequentemente a métrica e o estilo da literatura de cordel como ferramenta pedagógica e política para denunciar a violência contra os povos indígenas e afirmar a continuidade de sua cultura. Ela é uma das principais vozes da literatura indígena contemporânea brasileira, transitando entre a poesia, o ensaio e a literatura infantil para ecoar os saberes da floresta e a luta das mulheres indígenas.

“Misturando poesia e fotografia autoral, a obra desconstrói estereótipos sobre o indígena aculturado, afirmando que a cidade também é território de resistência e manutenção da ancestralidade.”

“Um livro que apresenta a riqueza da biodiversidade amazônica e a importância da preservação ambiental através de versos que unem o olhar da geógrafa ao sentimento da mulher da floresta.”