
Nascida em Tenente Portela, no interior do Rio Grande do Sul, Morgana Kretzmann atualmente reside em São Paulo. Sua trajetória profissional é multifacetada, abrangendo quatorze anos de experiência como atriz em teatro e cinema, com participação em produções como o curta-metragem premiado 'A pedra'. Além da atuação, ela se destaca como roteirista, tendo trabalhado na série 'Tarã' para a plataforma de streaming Disney+. Sua formação acadêmica inclui um curso superior em Gestão Ambiental pelo Instituto Federal de Santa Catarina, onde seu projeto de conclusão abordou a relevância da literatura na discussão de questões ambientais urgentes. É casada com o também escritor Paulo Scott.
A carreira literária de Morgana Kretzmann teve início com a publicação de 'Ao pó' em 2020, obra que lhe rendeu o prestigiado Prêmio São Paulo de Literatura na categoria de Melhor Romance de Estreia em 2021. Esse reconhecimento impulsionou sua parceria com a Companhia das Letras para a publicação de futuros romances. Seu estilo literário é marcado pela exploração de personagens femininas fortes, frequentemente ambientadas no interior profundo do Brasil, lidando com traumas pessoais, pactos de silêncio e questões ambientais. Kretzmann vê a literatura como uma ferramenta poderosa para gerar conhecimento e promover debates importantes, mesmo em narrativas de entretenimento como thrillers. Além de seus romances, ela co-autoria 'O Clube Verde e a Liga dos Solos', um romance infantojuvenil que aborda temas ambientais. Entre 2020 e 2021, ela também criou e editou a revista literária 'Revistaria'.

“A obra de estreia de Morgana Kretzmann, 'Ao pó', mergulha nas profundezas do trauma e da busca por justiça. A protagonista, Sofia, é uma jovem atriz assombrada pelas memórias de um abuso sexual cometido por seu tio ainda na infância, no interior do Rio Grande do Sul. O livro explora as complexas camadas de como a violência molda a subjetividade da vítima, a luta por superação e redenção, e a inevitável sombra da vingança que permeia sua vida e relacionamentos. O romance foi aclamado e lhe rendeu o Prêmio São Paulo de Literatura.”

“Um thriller político-ecológico que tem como cenário o Parque Estadual do Turvo, no Rio Grande do Sul, na fronteira com a Argentina. A narrativa de 'Água turva' entrelaça as histórias de três mulheres — Chaya, uma guarda-florestal; Preta, sua prima e líder de um grupo de contrabandistas; e Olga, uma assessora parlamentar — que precisam se unir para combater uma iminente tragédia ambiental causada pela ambição de homens poderosos. O livro, que brinca com os limites entre a verdade e a ficção, lança luz sobre questões ambientais brasileiras urgentes e a complexidade das relações humanas com a natureza.”