
Michel Laub (Porto Alegre, 1973) é um renomado escritor e jornalista brasileiro. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1996 e chegou a se matricular no curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), embora não o tenha concluído. Inicialmente, trabalhou como advogado em sua cidade natal, Porto Alegre, mas logo migrou para o jornalismo, escrevendo sobre negócios e política para revistas como Carta Capital e República. Em 1997, mudou-se para São Paulo, onde atuou na revista Bravo!, chegando a ser diretor de redação. Também foi coordenador de publicações e cursos do Instituto Moreira Salles. Sua estreia literária ocorreu em 1998, com a coletânea de contos 'Não depois do que aconteceu'. Desde então, construiu uma sólida carreira como romancista, com suas obras traduzidas para doze idiomas, evidenciando seu reconhecimento tanto no Brasil quanto internacionalmente.
A trajetória literária de Michel Laub é marcada por uma profunda transição do jornalismo para a ficção, onde aborda com sensibilidade e complexidade temas recorrentes como memória, identidade, culpa, e a herança da experiência judaica. Seu estilo é distintivo, caracterizado por frases longas e uma minuciosa exploração de acontecimentos traumáticos do passado, que invariavelmente moldam a vida e as percepções de seus personagens. 'Diário da Queda' é amplamente considerada sua obra de maior reconhecimento, na qual mergulha em suas origens judaicas, baseando-se nos diários de seu avô, um sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Além disso, Laub se engaja com questões contemporâneas, como os julgamentos morais e o 'linchamento' social na era das redes, exemplificado em 'O Tribunal da Quinta-feira'. Sua obra é aclamada pela crítica, e ele figura na prestigiada lista dos 'Melhores jovens escritores brasileiros' da revista britânica Granta.

“A obra aborda temas como a memória, a identidade, a culpa, o Holocausto e a relação com o passado familiar, especialmente no contexto da experiência judaica. O narrador, em crise existencial, confronta a história traumática de sua família e o peso do passado ao lidar com a doença de Alzheimer de seu avô, um sobrevivente de Auschwitz.”

“Obra que mescla ensaio cultural e memória pessoal, descrevendo a relação do autor com a dependência química e questões como a passagem do tempo, a morte e o desejo.”