
Nascida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 20 de agosto de 1961, Martha Mattos Medeiros formou-se em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 1982. Antes de se dedicar integralmente à literatura, trabalhou por 14 anos como redatora publicitária, conciliando a profissão com a escrita de poesias. Sua jornada literária teve um ponto de virada significativo durante uma temporada de oito meses em Santiago do Chile em 1993, onde se dedicou intensamente à poesia e a textos pessoais. Ao retornar a Porto Alegre em 1994, iniciou sua prolífica carreira como cronista para o jornal Zero Hora, e posteriormente também para O Globo, onde publica semanalmente até hoje. Ao longo de uma carreira que abrange mais de 40 anos, Martha Medeiros publicou mais de 30 livros, explorando gêneros como poesia, crônica, romance e literatura infantil. Suas obras são marcadas por uma profunda observação do cotidiano, das relações humanas, e da busca pela felicidade e autoconhecimento. Ela é conhecida por sua escrita direta, sensível e, por vezes, bem-humorada, que ressoa profundamente com seus leitores ao abordar temas universais como amor, perdas, ansiedades urbanas e a complexidade da vida adulta. Muitos de seus livros foram adaptados com sucesso para diversas mídias, incluindo peças de teatro, filmes e minisséries, consolidando sua posição como uma das vozes mais influentes da literatura brasileira contemporânea. Além de sua atuação como escritora e cronista, Martha Medeiros também é reconhecida por sua participação em debates sobre questões sociais e seu compromisso em traduzir os anseios de sua geração e de sua época. Ela é vista como uma artista que consegue expressar o que reside na alma de sua vasta legião de admiradores, tornando o imponderável da vida mais palatável. Sua capacidade de se reinventar e de abordar as nuances da experiência humana com frescor e originalidade a mantém relevante no cenário literário nacional.
A trajetória literária de Martha Medeiros começou com a poesia em 1985, com a publicação de 'Strip-Tease'. Após outros livros de poesia, ela fez sua estreia nas crônicas em 1995 com 'Geração Bivolt', gênero no qual se tornaria uma referência e uma das autoras mais lidas do Brasil. Sua escrita caracteriza-se pela análise do cotidiano, das complexidades das relações humanas e da condição feminina e adulta em um contexto urbano. Ela transita habilmente entre o humor e a reflexão, abordando temas existenciais de forma acessível e envolvente. O romance 'Divã' (2002) foi um marco em sua carreira, alcançando projeção nacional e sendo adaptado para o teatro e cinema. Além de crônicas e romances, Medeiros também escreveu literatura infantil e relatos de viagem, como 'Santiago do Chile' (1996) e 'Um Lugar na Janela' (2012). Sua obra é amplamente reconhecida por prêmios literários e pela crítica, e ela mantém uma forte presença na mídia como colunista nos jornais O Globo e Zero Hora.

“Romance de estreia de Martha Medeiros, que se tornou um best-seller e foi adaptado para o teatro e o cinema. A trama acompanha Mercedes, uma mulher de quarenta e poucos anos, casada e mãe, que decide iniciar a terapia. O que começa como uma experiência aparentemente trivial se transforma em uma jornada de autoanálise profunda, levando-a a questionar suas escolhas, seus desejos e a própria identidade em busca de uma libertação pessoal. É uma obra irônica e perspicaz sobre a mulher madura em busca de sua alma.”

“Uma coletânea de cem crônicas que exploram os anseios e dilemas da geração da autora. Martha Medeiros aborda as alegrias e desilusões, os dramas e as delícias da vida adulta, as neuroses do cotidiano urbano, o prazer nas pequenas coisas, o poder transformador do afeto e os mistérios da maternidade. Com sensibilidade e humor, a autora traduz as emoções e reflexões que permeiam a alma de seus leitores, tornando o imponderável da vida mais compreensível e palatável. A obra também foi adaptada para o teatro.”