
Mário Sérgio Baggio nasceu em 1957 na cidade de Ribeirão Claro, no interior do estado do Paraná. Mudou-se para a cidade de São Paulo na década de 1970, onde passou a residir em caráter definitivo. Em sua trajetória acadêmica, formou-se em Jornalismo pela Universidade Paulista (UNIP) e realizou uma pós-graduação em Comunicação pela Fundação Cásper Líbero. Profissionalmente, tem atuado nas áreas de comunicação e jornalismo enquanto desenvolve atividades literárias. É o criador do blog literário 'Homem de Palavra', mantido desde 2014, espaço no qual publica regularmente textos de sua autoria. Também colabora com publicações em revistas e portais eletrônicos como Germina, Gueto, Ruído Manifesto, Subversa e Crônicas Cariocas. Como autor convidado e selecionado, integrou coletâneas, como a antologia luso-brasileira 'Tanto mar entre nós: diásporas' (2021) e diversas edições da Antologia de Contos da União Brasileira de Escritores (UBE).
A obra de Mário Sérgio Baggio é pautada, majoritariamente, por narrativas curtas e estrutura de rápida resolução. Ele atua dentro dos formatos do conto e da minificção contemporânea brasileira. O estilo do autor se baseia na utilização de elipses, com descrições objetivas, demandando que o leitor complete os hiatos construídos ao longo da trama. Seus temas englobam situações do cotidiano, dilemas psicológicos, elementos insólitos e reflexões existenciais. A estreia com livro individual ocorreu em 2016 com o lançamento de 'A (extra)ordinária vida real'. Em seus trabalhos subsequentes, abordou as tensões limítrofes entre a invenção literária e a factibilidade, em títulos como 'Verás que tudo é mentira' (2020). Posteriormente, concentrou sua escrita na temática do tempo, explorando os resultados práticos das atitudes e inações individuais no livro 'A vida é uma palavra muito curta' (2024), subdividido em abordagens sobre o instante efêmero, os períodos de estio reflexivo e as consequências no futuro.

“Obra que reflete de forma dividida sobre três variações de tempo: os minutos efêmeros decisivos, a pausa reflexiva ou estio contemplativo, e as resoluções de atitudes tomadas previamente no passado [2.4.2].”

“Livro de contos que estabelece jogos intertextuais, discutindo o limite entre a verdade, as invenções de quem narra e as artimanhas dos personagens no âmbito urbano e literário.”