
Formada em Direito pela UFPB, Marilia Arnaud iniciou sua trajetória literária na década de 1980, publicando contos e crônicas em jornais paraibanos, que mais tarde foram reunidos em seu primeiro livro, 'Sentimento Marginal' (1987). Ao longo de sua carreira, consolidou-se como uma voz singular na literatura brasileira, transicionando da escrita de contos para a publicação de romances e um livro infantil. Sua obra é marcada por uma profundidade psicológica, explorando os intrincados dramas familiares e a complexidade dos sentimentos humanos. Além de sua prolífica produção literária, Marilia Arnaud também atua no Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região.
A escrita de Marilia Arnaud é frequentemente descrita como intimista e de natureza psicológica, com um foco particular nos dramas familiares e nas emoções de seus personagens. Ela busca dar ao texto uma densidade poética e uma força lírica, trabalhando cuidadosamente a linguagem para desornamentar o texto e eliminar excessos, até atingir um ponto de satisfação. A autora é influenciada por grandes nomes da literatura nacional e internacional, como Eça de Queiroz, Dostoievsky, Tolstoi, André Gide, Clarice Lispector, Marguerite Yourcenar e Virginia Woolf. Sua versatilidade a levou a explorar tanto a narrativa curta quanto a longa, e ela é reconhecida por sua capacidade de mergulhar no que há de mais sombrio nas relações humanas.

“Vencedor da 5ª edição do Prêmio Kindle de Literatura em 2021, este romance foi inicialmente publicado em formato digital em 2020. A narrativa é conduzida por Aglaia Negromonte, uma personagem complexa e perturbadora que revela gradualmente sua infância e adolescência em uma família disfuncional. A obra explora temas como conflitos familiares, os subterrâneos de uma mente tortuosa e obsessiva, ciúmes e inveja, com ricas referências às tragédias de Shakespeare, como 'Otelo', 'Hamlet', 'Macbeth' e 'Rei Lear'.”

“Com lançamento previsto para março de 2025, este romance apresenta a história de Ramona de Maria, uma artista plástica que, ao retornar à fictícia Nossa Senhora das Pedras, no interior nordestino, empreende uma viagem profunda por suas memórias. A narrativa lírica explora a infância, os afetos e desafetos, segredos, mentiras e traições, tendo como pano de fundo a inóspita realidade da ditadura militar de 1964. A obra também celebra as artes plásticas através da visão da protagonista.”