
Nascida em São Roque, São Paulo, em 1990, Mariana Brecht é uma figura multifacetada no cenário cultural brasileiro. Ela possui graduação em Audiovisual com especialização em roteiro pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e um mestrado em Estratégias Culturais Internacionais pela Université Fédérale Toulouse Midi-Pyrénées. Essa formação acadêmica diversificada reflete-se em sua produção artística, que transita entre a escrita literária, o roteiro e o design de narrativas imersivas. Além de sua atuação como autora, Mariana é roteirista e designer de narrativas para experiências em realidade virtual. É coautora de "A Linha", uma obra brasileira que foi contemplada com um Primetime Emmy, demonstrando seu talento e reconhecimento em outras mídias. Sua vivência pessoal, incluindo uma experiência na República do Congo, serve de inspiração para suas obras, resultando em narrativas profundas e auto-ficcionais. Mariana Brecht estreou na literatura com o romance "Brazza" em 2021, que lhe rendeu o prestigiado Prêmio São Paulo de Literatura. Em seguida, expandiu sua produção com o livro-jogo de poesias "Labirinto" e, mais recentemente, com o livro infantojuvenil "A Menina que Andava com os Pés no Chão". Seu trabalho é marcado pela exploração de temas contemporâneos e pela busca de novas formas de interação com o leitor.
A trajetória de Mariana Brecht é caracterizada por sua inovação e versatilidade. Como roteirista e designer de narrativas, ela contribuiu para a experiência em realidade virtual "A Linha", que foi reconhecida com um Primetime Emmy, evidenciando seu olhar aguçado para a construção de universos e histórias em diferentes plataformas. Na literatura, sua estreia com "Brazza" marcou seu estilo autoficcional, mesclando thriller político e história de amor, inspirado em suas vivências reais no Congo, o que a posiciona como uma voz relevante na literatura contemporânea brasileira que dialoga com questões geopolíticas e sociais. Seu interesse por formatos experimentais é evidente em "Labirinto", um livro-jogo de poesias que convida o leitor a uma experiência lúdica e interativa, expandindo as fronteiras da leitura tradicional. Com o lançamento de "A Menina que Andava com os Pés no Chão", ela demonstra a capacidade de transitar para a literatura infantojuvenil, abordando temas complexos como o sentimento de vazio e a importância da imaginação, sempre com uma abordagem poética e engajada com os desafios do mundo atual. Sua escrita busca estimular a reflexão e a criatividade do leitor, seja ele adulto ou criança.

“Manuela, uma paulistana de 27 anos, desembarca em Brazzaville, na República do Congo, para trabalhar em uma empresa humanitária e se vê envolvida na campanha política de um chefe de Estado autoritário, embarcando em uma jornada interna e um romance enquanto explora o país e as relações de dominação.”

“Em meio ao colapso climático, uma designer de jogos retorna à sua cidade natal e reencontra um antigo amor enquanto enfrentam a escassez e a desigualdade social.”