
Nascida em Cajuru, no interior de São Paulo, Maria Fernanda Elias Maglio iniciou sua trajetória literária 'tardiamente' aos 33 anos, já como defensora pública e mãe de duas crianças. Sua paixão pela literatura foi despertada ainda na adolescência, influenciada por uma professora de português que previu seu futuro como escritora. Como defensora pública, ela atua na defesa de pessoas em cumprimento de pena, uma vivência que, embora não intencional, permeia sua escrita, trazendo à tona temas de violência, opressão e os "desencontros e pela vida do modo mais cru e mais ordinário". Ela se considera uma ficcionista da realidade, utilizando memórias, histórias ouvidas e situações vividas como ponto de partida para suas narrativas. Maglio defende a força do trabalho sobre a inspiração na escrita e rejeita a literatura didática em favor de uma abordagem orgânica.
A carreira literária de Maria Fernanda Elias Maglio começou com destaque no gênero de contos, culminando com o lançamento de "Enfim, imperatriz" em 2017. Este livro, que reúne 17 contos protagonizados por mulheres e aborda a violência em sentido amplificado, lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Contos em 2018. Em 2019, ela se aventurou na poesia com "179. Resistência", que foi agraciado com o Prêmio Biblioteca Nacional em 2020. Seu estilo é marcado por uma prosa poética e por uma "obsessão pela palavra", explorando a sonoridade, o significado, os regionalismos e as gírias. Em 2022, seu livro de contos "Quem tá vivo levanta a mão" foi finalista dos prêmios Candango e Oceanos. Em 2023, Maria Fernanda Elias Maglio fez sua estreia no romance com "Você me espera para morrer?", uma obra intensa que transita entre a primeira e a terceira pessoa para explorar a violência doméstica e a objetificação feminina. Ela descreve seu compromisso como escritora como a busca pela verdade da história, "cavando até o limite do buraco".

“Vencedor do Prêmio Jabuti de Contos em 2018, este livro de estreia apresenta 17 narrativas com protagonismo feminino, explorando a violência e a opressão através de uma prosa poética e enredos impactantes.”

“Um thriller poético onde o tempo é o grande personagem, explorando os efeitos nocivos da lógica patriarcal através da história de um homem que abandona a filha recém-nascida após a morte da esposa no parto.”