
Marcus Groza possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado em Artes pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e doutorado em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Atua profissionalmente como professor, dramaturgo, encenador, editor, tradutor e iluminador cênico. Em sua carreira nas artes cênicas, concebeu e dirigiu o espetáculo de dança-teatro 'Woyzeck' (2021) em parceria com o bailarino Robson Jaqué. Também assinou a encenação de textos teatrais de sua autoria, como 'Rua Carne entre as articulações' (2016), 'Maré Morta' (2018) e 'Tambor de Couro Vivo' (2019). Na televisão e em eventos literários, participou do programa 'Manos e Minas', da TV Cultura, e do Festival Internacional Poesía Caracol, em Tijuana, no México.
A produção literária de Marcus Groza abrange poesia, dramaturgia e prosa de ficção. Nos primeiros anos de carreira, concentrou-se na publicação de poemas, com obras caracterizadas por versos de estética crua voltados para a investigação do corpo e do espaço urbano. Seus primeiros livros incluem os títulos de poesia 'Sossego Abutre' (2015), 'e a lua como órgão principal' (2017) e 'Milésima demão nas paredes de estar perdido' (2019). Além de atuar na cena literária independente, possui publicações voltadas à teoria teatral e textos dramatúrgicos, como 'Não Urine no Chão' (2021). Sua incursão na prosa de longo formato ocorreu com o romance 'Goiás', vencedor do Prêmio Sesc de Literatura. A narrativa do romance alterna a perspectiva de resgates em áreas de desastres ambientais, como o ocorrido em Brumadinho, com os relatos de um cão farejador, articulando elementos de crítica social, memória e reflexões sobre exaustão ambiental.

“O romance tem como protagonista um cachorro farejador que atua em operações de busca e resgate em áreas atingidas por crimes ambientais, como o rompimento de barragens. O enredo justapõe as missões na lama às reflexões sobre os desastres e a resistência dos seres vivos.”

“Compilação de poemas em prosa e versos escritos entre os anos de 2013 e 2023, documentando a evolução da escrita poética do autor.”