
Marco Lucchesi é um dos mais proeminentes intelectuais brasileiros contemporâneos. Nascido no Rio de Janeiro, filho de imigrantes italianos, ele construiu uma trajetória marcada pela erudição, sendo fluente em mais de vinte idiomas. Formou-se em História pela UFF e obteve os títulos de mestre e doutor em Ciência da Literatura pela UFRJ, além de pós-doutorado na Universidade de Colônia, na Alemanha. Em 2011, foi eleito para a cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras, tornando-se em 2017 o presidente mais jovem da instituição em setenta anos. Sua produção literária abrange poesia, romance, ensaio e tradução, destacando-se pela profundidade filosófica e pelo diálogo entre diferentes culturas e tradições religiosas. Além de sua atuação acadêmica como Professor Titular da UFRJ, Lucchesi é amplamente reconhecido por seu engajamento social, promovendo a literatura em comunidades vulneráveis e no sistema penitenciário. Em 2023, assumiu a presidência da Fundação Biblioteca Nacional.
A carreira de Lucchesi é definida por um humanismo cosmopolita e uma busca constante pela paz e pelo diálogo inter-religioso. Como tradutor, verteu para o português obras complexas de autores como Umberto Eco, Giambattista Vico e o poeta místico Rumi. Seu estilo literário funde o rigor da pesquisa histórica com uma lírica mística, explorando o conceito de 'biblioteca universal' e a memória afetiva de suas raízes ítalo-brasileiras. Sua gestão na ABL e na Biblioteca Nacional é focada na democratização do acesso à leitura e na preservação da memória nacional.

“Neste romance, Marco Lucchesi revisita antigas paixões, homenageando a Biblioteca Nacional e os bibliófilos através da história de Ignácio Augusto Cesar Raposo, o bibliotecário de Dom Pedro II. A narrativa, ambientada no Rio de Janeiro do século XIX em transição para a República, mescla personagens reais e fictícios em uma trama ágil e cheia de referências, explorando os bastidores da Corte e as mudanças da época. ”

“Na mitologia grega, Clio é a musa da história. Neste livro de poesia, Marco Lucchesi, a partir do nome da musa, define o tom da obra, na qual ele aborda a relação entre poesia e história. A coletânea está dividida em três partes – “Prólogo febril”, “Clio” e “Insônia” – e reúne poemas escritos entre 2007 e 2014, explorando temas de erudição, sensualidade e geografia. ”