
Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1967, Marcílio França Castro é um escritor com uma sólida formação acadêmica, sendo mestre em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além de sua carreira literária, ele atua como funcionário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Sua estreia na literatura se deu em 2009, com o livro de contos "A Casa dos Outros". Desde seu primeiro trabalho, Marcílio França Castro demonstrou um estilo marcante, explorando a mescla de gêneros, a precisão vocabular e uma perspectiva insólita. Ele prefere categorizar suas narrativas como "ficções", que podem assumir diversas formas, como relatos, comentários, notas ou parábolas, transcendendo as definições tradicionais de contos. Sua obra frequentemente aborda temas existenciais e as virtualidades ocultas por trás da aparência comum de pessoas e objetos, utilizando a metalinguagem e personagens ligados ao universo da escrita.
A trajetória literária de Marcílio França Castro se iniciou com a publicação de livros de contos, ou "ficções", como ele próprio os define, explorando uma linguagem inventiva e uma temática que mergulha nas instabilidades da existência e nas nuances do cotidiano. Após "A Casa dos Outros" (2009), ele recebeu uma bolsa de criação literária da Funarte, que o impulsionou a escrever sua segunda coletânea, "Breve Cartografia de Lugares sem Nenhum Interesse" (2011), consolidando seu estilo. Seu trabalho se caracteriza por uma escrita densa e fluida, que convida o leitor a desvendar paisagens inesperadas, onde a arte literária se manifesta de forma intensa e vertiginosa. Em suas obras, há uma constante presença de personagens e enredos ligados ao mundo da escrita, como redatores, copistas, revisores e editores, refletindo uma profunda reflexão sobre a própria literatura. Mais recentemente, em 2024, ele publicou seu primeiro romance, "O Último dos Copistas", que foi aclamado pela crítica e premiado, marcando sua expansão para um novo gênero e reafirmando sua posição como um dos autores de destaque no cenário literário contemporâneo brasileiro.

“Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2025, este romance híbrido entre ensaio e literatura explora a história de Ângelo Vergécio, um copista do século XVI, cuja caligrafia inspirou a fonte Garamond. A trama se desenrola no século XXI, acompanhando a amizade entre um revisor e uma ilustradora que se dedicam a desvendar a vida de Vergécio, transitando entre o analógico e o digital e por diversas cidades europeias através de cartões-postais.”

“Ganhador do Prêmio Clarice Lispector da Fundação Biblioteca Nacional, este livro de 'ficções' é reconhecido por seu texto denso, porém fluente, que revela paisagens literárias intensas e vertiginosas. A obra convida o leitor a desvendar a beleza em lugares e situações que, à primeira vista, poderiam parecer sem importância, confirmando o talento de Marcílio França Castro.”