
Marcelo Henrique Silva é um médico originário de Passos, Minas Gerais, que atualmente reside em Belo Horizonte. Sua atuação profissional tem foco no cuidado de grupos vulneráveis, minorias e pacientes oncológicos, uma experiência que se reflete em sua abordagem literária. Além de sua carreira na medicina, Silva nutre uma profunda paixão pela literatura, culminando na publicação de seu romance de estreia. Seu primeiro livro, 'Sangue Neon', é um romance histórico lançado em 2024 que explora a dramática chegada da epidemia de AIDS no Brasil entre as décadas de 1970 e 1990. A obra entrelaça histórias ficcionais com eventos e dados históricos reais, abordando temas como preconceito, desinformação, negligência do poder público, solidariedade e a luta pela criação do Sistema Único de Saúde (SUS). O livro tem sido aclamado, recebendo o Prêmio Alta Literatura na categoria de Autor Estreante e, notavelmente, o Prêmio Jabuti 2025 na categoria 'Eixo de Inovação – Escritor Estreante' (Romance), consolidando-o como uma nova e importante voz na literatura brasileira contemporânea.
A trajetória literária de Marcelo Henrique Silva é marcada por uma fusão única entre sua expertise médica e sua sensibilidade artística. Seu estilo se distingue por unir ciência e arte em uma narrativa contemporânea e tocante. Com 'Sangue Neon', ele se estabelece como um escritor de ficção histórica com profunda relevância social, utilizando sua experiência em saúde pública para tecer narrativas que iluminam períodos cruciais da história brasileira e as vidas de indivíduos impactados por grandes desafios. Sua obra de estreia demonstra um compromisso com a memória, a dignidade e a visibilidade de grupos marginalizados, solidificando seu espaço no cenário literário nacional.

“Situado entre os anos 70 e 90, este romance histórico mergulha na dramática ascensão da AIDS no Brasil, entrelaçando a luta de figuras reais e ficcionais contra o preconceito e a desinformação, e destacando a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). A narrativa acompanha personagens como Vera Lynn, inspirada em Brenda Lee, que fundou o primeiro centro de acolhimento a pacientes com HIV, comissários de bordo que contrabandeavam medicamentos e médicos idealistas.”